Trabalhadores são feridos por balas de borracha em mina da África do Sul

Segundo a polícia, seguranças dispararam contra mineiros para encerrar briga entre grevistas e não grevistas na região de Aurora

iG São Paulo |

Quatro trabalhadores foram feridos com balas de borracha nesta segunda-feira em uma mina de ouro em Aurora, na África do Sul. De acordo com a polícia, os disparos foram feitos por seguranças.

A África do Sul ainda se recupera do choque causado por um massacre policial que deixou 34 trabalhadores mortos em uma mina de platina em Marikana, há duas semanas. 

Leia também: África do Sul vai retirar acusações contra mineiros por massacre

Reuters
Em Sasolburg, na África do Sul, familiares e amigos acompanham funeral de Andries Motlapula Ntsenyeho, um dos 34 mortos em massacre policial na mina de Marikana (01/09)

Os disparos desta segunda-feira foram feitos em uma mina operada por uma empresa da qual o sobrinho do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o neto do ex-presidente Nelson Mandela, Zondwa, são acionistas. Os mineiros estão envolvidos em uma disputa salarial com a empresa.

De acordo com o porta-voz da polícia, Johannes Ramphora, seguranças usaram balas de borracha para acabar com uma briga entre mineiros grevistas e não grevistas na mina.

Na semana passada, o líder político Julius Malema visitou a mina de Aurora e incitou os trabalhadores a fazer com que as operações nas minas sejam "inviáveis" até que suas demandas por aumento de salário sejam atendidas.

Mineiros presos

No domingo, a Procuradoria da África do Sul anunciou que vai retirar as acusações de assassinato contra os 270 mineiros presos pelo massacre em Marikana. Eles foram acusados com base em uma lei do apartheid, regime racista imposto pela minoria branca sul-africana até 1994, que responsabiliza todos os participantes de um protesto pelas mortes que ocorrerem nele.

A decisão de prender os mineiros causou espanto na África do Sul e, pressionada, a procuradoria voltou atrás. De acordo com o órgão, os trabalhadores deverão pagar uma fiança e podem ser libertados na próxima quarta-feira, quando houver o reinício da audiência sobre o caso.

Com AP e BBC

    Leia tudo sobre: áfrica do sulmineirosmina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG