Segundo governo, insurgentes do Taleban mataram 15 homens e duas mulheres que celebravam juntos na província de Helmand

Dezessete jovens foram decapitadas na província de Helmand, no Afeganistão, por participar de uma festa, informaram autoridades nesta quarta-feira. Nenhum grupo reivindicou os assassinatos, mas o governo culpou o Taleban.

Os corpos foram encontrados na segunda-feira em uma casa no distrito de Musa Qala, onde no domingo aconteceu uma festa com música e dança da qual participavam homens e mulheres, afirmou o governador do distrito, Nimatullah Khan.

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Normalmente, pessoas de sexos opostos não se misturam no Afeganistão, a menos que sejam parentes, e festas envolvendo ambos os gêneros são raras e mantidas em segredo. "As vítimas deram uma festa de madrugada com música e dança quando o Taleban atacou", disse Khan.

O porta-voz de Khan, Daud Ahmadi, afirmou que as vítimas são duas mulheres e 15 homens. "Posso confirmar que isto é trabalho do Taleban", afirmou o porta-voz do governador da província de Helmand, Daud Ahmadi, à AFP.

Durante os cinco anos que ficaram no poder, os integrantes do Talebans proibiram as mulheres de votar, de atuar na maioria das profissões e de sair de casa desacompanhadas de seus maridos ou de algum parente homem.

Violência

Horas antes das decapitações, insurgentes talebans invadiram um posto do Exército afegão na mesma província e mataram dez soldados. O porta-voz de Helmand, Ahmadi, confirmou o incidente e disse que o ataque foi uma "conspiração interna" que contou com a colaboração de alguns militares.

Dois soldados da Otan também foram mortos nesta segunda-feira quando um militar afegão atirou contra eles em um ataque na província de Laghman, afirmou a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), liderada pelos Estados Unidos. O agressor foi morto.

O porta-voz da Isaf, general Gunter Katz, afirmou nesta segunda-feira que os ataques não vão prejudicar a cooperação com as tropas afegãs, no momento em que a Otan se prepara a deixar o país em 2014.

*c om Reuters e AFP

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