Grupo punk Pussy Riot recorre da pena de dois anos de prisão na Rússia

Advogado apresentou recurso no qual pede que corte reconheça 'falta de fundamentos jurídicos' para a determinação da sentença condenatória

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A defesa das três integrantes do grupo russo punk Pussy Riot , condenadas a dois anos de prisão por "vandalismo motivado por ódio religioso" recorreu da sentença nesta segunda-feira, informou Nikolai Polozov, um dos advogados.

Saiba mais: Pussy Riot anuncia que duas de suas integrantes deixaram Rússia

Polozov esclareceu que no recurso ao Tribunal Municipal de Moscou solicitou à corte "reconhecer que a sentença é ilegal e sem fundamentos jurídicos".

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Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich, do Pussy Riot, durante julgamento em Moscou (17/8)

A defesa considerou que o ato das condenadas não é um crime. Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevic estão presas desde março.

"Assinalamos no recurso falhas processuais cometidas pela juíza Marina Syrova, em particular as recusas ilegais para pedidos da defesa", indicou Polozov. O advogado acrescentou ainda que o recurso deveria ser aceito em sua totalidade em caso de um processo justo.

Protesto

No dia 21 de fevereiro, cinco integrantes do Pussy Riot, todas encapuzadas, invadiram uma área restrita de uma igreja ortodoxa, protestaram com o que chamaram de "oração punk", tocando guitarra e gritar palavras de ordem contra o presidente russo, Vladimir Putin.

No domingo, o grupo anunciou que duas integrantes conseguiram fugir sem serem identificadas.

A defesa das polêmicas cantoras já prepara outros recursos no Supremo Tribunal da Rússia e na Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo.

O processo contra o Pussy Riot desencadeou uma campanha internacional a favor da liberdade do grupo, à qual se somaram estrelas do mundo musical como Paul McCartney , Sting, Madonna e Björk.

As três jovens, detidas dias após a provocadora atuação no principal templo dos ortodoxos russos, não se consideram culpadas e insistiram em qualificar a ação como uma "expressão política em forma artística".

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