Movimento de mulheres tongolesas deve ter início amanhã (27) e seguirá por uma semana. Objetivo é atingir maridos e provocar a saída de Faure Gnassimgbé do poder

Presidente Faure Gnassingbé em foto de 2006
Agência Brasil
Presidente Faure Gnassingbé em foto de 2006

As mulheres de Tongo, localizado ao oeste da África, anunciam a realização de uma greve de sexo para exigir a renúncia do presidente do país, Faure Gnassingbé. O movimento deve ter início amanhã e seguirá durante toda a semana.

"As mulheres togolesas vão declarar greve de sexo para tentar mobilizar seus parceiros para que eles realizem mais ações e provoquem a saída de Gnassingbé do poder", declarou neste domingo a responsável do "Coletivo Salvemos Togo", Isabelle Ameganvi.

A ativista pediu às mulheres togolesas que sigam o exemplo das liberianas, que tomaram medidas similares para acelerar a chegada da paz durante a guerra civil vivida nesse país até 2003.

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"O homem que nos dirige (Gnassingbé) gosta das relações sexuais, por isso convido as togolesas a abster-se durante esta semana", disse Isabelle, em reunião que encerrou uma passeata pacífica convocada hoje pelo grupo.

Os protestos foram convocados após os violentos enfrentamentos entre as forças de segurança e manifestantes partidários da oposição nos dias 21, 22 e 23 de agosto. Os confrontos deixaram pelo menos cem feridos, segundo o coletivo, que denuncia a detenção de 125 de seus integrantes.

O Ministério de Segurança do país divulgou comunicado dizendo que 119 detidos nas manifestações foram libertados na sexta-feira (24).

*com EFE

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