Obama pede que o sistema de saúde Medicare seja protegido

Em seu programa de rádio e internet, o presidente dos Estados Unidos diz que "enquanto tiver honra" vai reforçar e preservar o plano

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Obama defende plano de saúde

O presidente americano Barack Obama pediu neste sábado que o Medicare, o programa de saúde para idosos promovido por seu governo e que marca uma clara distinção entre seus planos políticos e os de seu oponente republicano Mitt Romney seja protegido.

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"Aqui, nos Estados Unidos, acreditamos em manter nossas promessas, especialmente em relação a nossos cidadãos idosos, que tiveram uma vida dura de trabalho e merecem desfrutar de sua vida na aposentadoria. É isso o que representa o Medicare", afirmou o presidente em seu discurso semanal pela rádio e internet. "É por isso que precisamos reforçá-lo e preservá-lo para as futuras gerações. E enquanto eu tiver a honra de servir como seu presidente, é exatamente isso o que farei."

O Medicare emergiu como tema de campanha no início deste mês, quando o candidato republicano à presidência, Mitt Romney, escolheu o representante de Wisconsin, Paul Ryan, como seu companheiro de chapa.

Ryan é conhecido por seu amplo e polêmico plano de reduzir gastos governamentais, o que inclui uma reforma do Medicare, cujo custo se projeta com um aumento anual de 920 milhões de dólares até 2020, ameaçando a solvência do programa.

O plano de Ryan visa manter sem alterações o programa Medicare, mas apenas para pessoas maiores de 55 anos, além de introduzir uma opção de bônus para gerações mais jovens, que seriam usados para comprar seguros médicos privados.

Mas Obama argumenta que o plano republicano prejudicará mais do que ajudará os idosos. "Isso quer dizer que, ao invés de garantir o Medicare, os idosos obterão um vale para comprar seguros, mas eles não poderão cobrir os custos", alertou Obama. "Por conseguinte, o plano levará os idosos a fazer um pagamento extra de 6.400 dólares por ano para contar com os mesmos benefícios que têm agora. E isso poderá acabar com o Medicare tal como conhecemos hoje", acrescentou.

O presidente disse estar disposto a trabalhar para continuar melhorando o atual sistema de saúde. "Mas rejeito fazer qualquer coisa que afete a ideia básica do Medicare como uma garantia para os idosos que ficarem doentes", concluiu.

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