Dissidente cubano Guillermo Fariñas é libertado após quase 48 horas de prisão

O psicólogo e jornalista disse que foi detido por protestar na rua por conta de um computador supostamente confiscado da casa de outro dissidente

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O dissidente cubano Guillermo Fariñas foi libertado neste sábado após quase 48 horas de detenção na cidade de Santa Clara, cerca de 270 quilômetros ao leste de Havana. O psicólogo e jornalista independente contou que permaneceu em Santa Clara, onde mora, da tarde de quinta-feira até a manhã de hoje, e acrescentou que é a quarta vez que é detido desde o dia 17. 

Segundo ele, agentes da segurança do estado o detiveram na quinta-feira passada com outros opositores por protestar na rua por conta de um computador supostamente confiscado da casa do dissidente Jorge Luis Artiles, ação que atribuem às autoridades. Fariñas disse ter sido detido e libertado pouco depois em outras três ocasiões, na sexta-feira (17 de agosto), no sábado (18), e na terça-feira (21) pela mesma razão.

Sobre o tratamento que recebeu nas dependências policiais indicou que "foi normal e não houve nenhum tipo de provocação por parte da polícia política".

Guillermo Fariñas, prêmio Sájarov 2010 do Parlamento Europeu pela defesa dos direitos humanos, foi preso temporariamente várias vezes neste ano. Seus familiares classificaram como "preocupante" a situação devido a seus problemas de saúde e às sequelas das mais de 20 greves de fome que realizou desde 1996.

A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), por sua vez, denunciou nesta semana que nos últimos dias houve várias dezenas de detenções de opositores nas províncias orientais de Santiago de Cuba e Holguín e em Havana. Entre os presos se encontra o ex-prisioneiro político do "Grupo dos 75", José Daniel Ferrer, detido na quinta-feira e, de acordo com a CCDHRN, ainda não se sabe seu paradeiro.

Ferrer, de 42 anos e residente na cidade oriental Palmarito de Cauteloso (província de Santiago de Cuba), lidera o grupo opositor clandestino União Patriótica de Cuba (UNPACU) e neste ano foi detido temporariamente em outras ocasiões nos meses de fevereiro, abril e maio.

O governo cubano cataloga os dissidentes e opositores como contra-revolucionários e mercenários ao serviço dos Estados Unidos.

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