Sul-africano é condenado à prisão perpétua por matar líder supremacista

Chris Mahlangu recebe sentença por morte de Eugene Terreblanche, fundador de grupo que prega a supremacia branca na África do Sul

iG São Paulo |

O trabalhador agrícola negro Chris Mahlangu, considerado culpado pelo assassinato do líder de extrema direita sul-africano Eugene Terreblanche, foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua pelo tribunal de Vendersdorp (norte).

Mahlangu, que tinha 28 anos em 2010, quando o crime aconteceu, foi declarado culpado em 22 de maio e recebeu a sentença nesta quarta-feira. O tribunal afirmou que ele agrediu até a morte Terreblanche, o fundador do Movimento de Resistência Afrikaner (AWB), um grupo de ultradireita que prega a supremacia branca.

Leia também:  África do Sul considera culpado acusado de matar líder supremacista

AP
Manifestantes protestam contra veredicto dado a Chris Mahlangu em frente a tribunal de Ventersdorp, na África do Sul

"Não vejo nenhuma razão válida para não atender a sentença solicitada pelo promotor", declarou o juiz John Horn ao anunciar o veredicto. Outro réu, Patrick Ndlovu, de 18 anos, que era menor de idade na época do crime, foi considerado culpado de invadir a residência da vítima e foi condenado a dois anos de prisão condicional.

Defensor da supremacia dos brancos, Terreblanche foi assassinado de maneira violenta em 3 de abril de 2010, 17 anos depois do fim do sistema apartheid que Terreblanche havia lutado pra preservar. Muitos sul-africanos estavam preocupados com a possibilidade de o assassinato do líder supremacista branco provocasse uma nova onda violência racial.

Mas a polícia disse que a motivação do crime provavelmente eram salários não pagos, sem qualquer razão política.

O promotor George Baloyi disse ao tribunal que os dois encontraram Terreblanche dormindo em sua cama e então o agrediram com um cano de aço.

Terre'blanche era uma figura proeminente durante os anos finais do apartheid, mas depois viveu em relativa obscuridade, particularmente desde sua libertação em 2004, depois de servir uma sentença na prisão por agredir um homem negro quase até a morte.

Com AFP

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