Chefe da polícia da Noruega renuncia após relatório sobre massacre de 2011

Documento concluiu que resposta da polícia foi lenta e extremista Anders Bhering Breivik poderia ter sido parado

iG São Paulo |

O chefe da polícia da Noruega, Oeystein Maeland, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, depois de um inquérito chegar à conclusão que o extremista Anders Bhering Breivik poderia ter sido parado.

Investigação: Resposta da polícia a massacre na Noruega foi lenta, diz relatório

Maeland chegou ao posto de chefia da polícia dias antes de Breivik ter matado 77 pessoas em um ataque a bomba no centro da capital Oslo e um ataque contra um acampamento na Ilha de Utoya, em 22 de julho de 2011 .

AP
Anders Behring Breivik (D) é retratado em corte de Oslo em 23/5

De acordo com o relatório , feito por uma comissão independente, o primeiro atentado cometido por Breivik, uma explosão em frente a prédios do governo em Oslo , poderia ter sido evitado caso medidas de segurança já existentes tivessem sido implementadas com eficácia. Além disso, o relatório afirma que Breivik poderia ter sido preso mais cedo na Ilha de Utoya , onde matou 69 pessoas a tiros. "Uma ação policial mais rápida era possível. O agressor poderia ter sido detido antes", afirmou.

O relatório diz que não há evidências de que a agência de inteligência norueguesa poderia ter evitado os ataques, e elogia a comunicação do governo com o público no dia do massacre.

Em março, em um relatório de avaliação interno, a polícia da Noruega admitiu ter cometido erros. De acordo com o documento, os policiais demoraram a responder ao massacre na ilha e houve problemas na comunicação entre os diferentes setores policiais e com outras autoridades.

A notícia da renúncia foi feita pela ministra da Justiça, Grete Faremo, durante um debate televisivo nesta quinta-feira.

Mais tarde, o chefe da polícia disse que não poderia continuar no cargo sem a confiança da ministra. “Se o ministério e outras autoridades políticas não esclareceram a questão de maniera inequívoca, será impossível continuar para mim”, afirmou em comunicado.

*Com BBC

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