Traumatizados por tremores, iranianos dormem em parques e ruas

Mesmo quem não perdeu tudo tem medo de voltar para casa após forte terremotos; nesta terça-feira, novo abalo deixou quatro feridos

iG São Paulo | - Atualizada às

Centenas de famílias continuam em tendas armadas nos parques e ruas de cidades no noroeste no Irã, região afetada no sábado por fortes terremotos que deixaram 306 mortos e mais de 3 mil feridos. Apesar do frio intenso durante à noite, muitos dos milhares de desabrigados têm medo de voltar para casa.

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AP
Mulher é vista em meio a seus pertences em vilarejo perto de Varzagan, no Irã, região afetada por tremor (14/08)


Nesta terça-feira, um novo terremoto, de 5,3 graus, deixou pelo menos quatro feridos no distrito de Varzagan, um dos quatro afetados pelos terremotos de sábado. Estes tremores foram mais fortes, com 6,2 e 6 graus de magnitude.

Em Tabriz, a cidade grande mais próxima aos vilarejos atingidos pelos terremotos, os moradores estão em estado de choque. O Crescente Vermelho colocou em um estádio de futebol mais de 16 mil desabrigados que perderam ou têm medo de voltar para suas casas.

Segundo Heidar, que trabalha na equipe de buscas dessa organização, todos os que estão dormindo em tendas têm cobertores. Pequenos grupos de pessoas se reúnem por toda parte para falar sobre suas perdas - de um amigo, de parentes ou de suas casas e carros. Ninguém parece querer dormir.

As buscas por sobreviventes foram intensas nos dias seguintes ao tremor, mas nas últimas horas as equipes de resgate interromperam suas atividades - ou ao menos reduziram seu ritmo de trabalho, já que alguns grupos ligados ao Crescente Vermelho e a Guarda Republicana islâmica ainda estão vasculhando a área com cães farejadores e helicópteros.

Há quem acredite que possam haver mais corpos e vítimas em áreas remotas. "Eu conheço a área como a palma da minha mão. Existem alguns vilarejos que ninguém pode acessar, exceto seus residentes", diz uma moradora de Tabriz que se identifica como Alireza. "Não deveriam ter cancelado as operações de busca ainda."

Com BBC Brasil e AFP

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