Mulheres tiram a roupa em SP em apoio à banda punk feminina presa na Rússia

Ativistas do Femen exigem libertação de integrantes do Pussy Riot que enfrentam julgamento por manifestação contra Putin em catedral de Moscou

iG São Paulo |

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Integrantes do grupo Femen exigem libertação da banda Pussy Rioy em frente ao Consulado da Rússia em SP

Integrantes da organização feminista ucraniana Femen tiraram a roupa em São Paulo nesta quarta-feira para exigir a libertação das integrantes da banda Pussy Riot, presas na Rússia por terem invadido uma catedral para protestar contra o presidente do país, Vladimir Putin.

Leia também:  Autoridade russa xinga Madonna por apoio ao Pussy Riot

As ativistas do Femen, famoso no mundo todo pelas ações provocativas em defesa dos direitos das mulheres e contra seus adversários políticos, protestaram em frente ao Consulado da Rússia em São Paulo, localizado no bairro do Morumbi, zona sul da cidade.

Vestindo apenas calcinhas, as três integrantes do Femen foram detidas por jogar tinta na fachada do consulado.

As integrantes do Pussy Riot - Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, Yekaterina Samutsevich, 29 anos, e Maria Alyokhina, 24 anos - foram acusadas de "vandalismo" e de incitação ao ódio religioso por terem invadido a catedral de Moscou em um protesto contra Putin.

"O crime é grave e a promotoria considera que sua correção só é possível em condições de isolamento da sociedade. A punição necessária deve ser uma verdadeira privação de sua liberdade", declarou o promotor durante o julgamento. A sentença deve ser divulgada dia 17

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Grupo Femen protesta em São Paulo pela liberdade da banda punk russa Pussy Riot


Na semana passada, durante um show em Moscou, a cantora Madonna afirmou que reza pela liberdade das integrantes do Pussy Riot. Para a estrela pop, o protesto foi um ato de coragem. “Sei que todos nesse auditório, todos os meus fãs, acreditam quem elas merecem ser libertadas”, afirmou Madonna, que depois tirou a blusa e mostrou o nome do grupo escrito em suas costas.

No dia seguinte, o vice-primeiro-ministro para a Defesa, Dmitri Rogozin, xingou a cantora , escrevendo no Twitter: “Conforme fica velha, toda ex-p... tenta dar lição de moral nos outros, especialmente durante viagens ao exterior.”

Embora não tenha escrito a palavra completa, a imprensa russa disse não duvidar de que Rogozin quis dizer “puta”. A autoridade publicou um segundo tweet, também agressivo, sobre a cantora: “Ou tire sua cruz ou ponha sua calcinha.”

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Grupo Femen protesta em São Paulo pela liberdade da banda punk russa Pussy Riot


Com AE e Reuters

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