Premiê promete investigação sobre queda de brasileiro na Nova Zelândia

Estudante de intercâmbio Felipe Melo e outros dois continuam desaparecidos depois de cair de penhasco em escalada

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O estudante brasileiro João Felipe Martins de Melo, desaparecido na Nova Zelândia

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, declarou nesta sexta-feira à imprensa local que uma investigação completa será feita para descobrir se houve erros no acidente de New Plymouth, que deixou três desaparecidos , entre eles o estudante de intercâmbio brasileiro, João Felipe Martins de Melo.

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Melo e outro estudante, um neozelandês, escalavam a pedra de Paritutu quando caíram no mar. O terceiro desaparecido é um instrutor que pulou no mar para tentar salvá-los.

"Caso o pior se confirme, e nós tenhamos perdido estes jovens, obviamente, será necessário um inquérito sobre o que realmente aconteceu, que ações foram tomadas, o motivo de estes jovens estarem expostos a esta situação e se eles seguiram os procedimentos de segurança neste caso", disse o primeiro-ministro. Key espera que possíveis lições possam ser tiradas do episódio para evitar futuras situações semelhantes: "Se algo deu errado, o que neste caso aconteceu, nós temos que descobrir o motivoe se há coisas que possamos mudar, e, então, elas serão mudadas".

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Felipe Melo e outro estudante, o neozelandês Stephen Lewis Kahukaka-Gedye, ambos de 17 anos, caíram no mar na última quarta-feira. O instrutor Bryce John Jourdain, de 42 anos, pulou na água para tentar resgatar os estudantes e também desapareceu. Eles faziam um passeio com 11 colegas do Spotswood College, uma escola local, acompanhados de dois instrutores de uma operadora de excursões de esportes de aventura.

Cerca de 40 homens continuam as buscas na região com barcos, mergulhadores e helicópteros, inclusive com a ajuda de muitos voluntários, mas a polícia já havia declarado na quinta-feira que, devido às condições em que o mar se encontrava, havia poucas esperança de encontrar o trio com vida.

O prefeito da cidade de New Plymouth, Harry Duynhoven, disse à uma rádio da Nova Zelândia que o local é muito perigoso.

No entanto, ele disse que a operadora tinha experiência neste tipo de atividade e que nunca esteve envolvida em acidentes. "É sabido, há muito anos, que este é um lugar muito complicado, mas, ao mesmo tempo, a TOPIC (empresa que organizava a atividade com os alunos) é uma operadora com 25 anos de experiência na educação de jovens", disse Duynhoven.

Duas investigações serão feitas para investigar as circunstâncias do acidente. Uma conduzida pela polícia neozelandesa e outra pelo legista.

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