Fortes chuvas derrubam parte da Muralha da China

Forte tempestade derrubou trecho de 36 metros nas proximidades de Pequim; sul do país sofre com efeitos da passagem do tufão Haikui

iG São Paulo | - Atualizada às

As fortes chuvas que há vários dias castigam o norte da China derrubaram um lance de 36 metros da Grande Muralha na província de Hebei, que cerca Pequim, informou nesta sexta-feira a imprensa oficial.

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O desmoronamento afetou o lance de Dajingmen, na cidade de Zhangjiakou, construída durante a dinastia Ming (1368-1644) e que se encontrava em mau estado de conservação devido à erosão. As chuvas torrenciais também danificaram um armazém de relíquias do Museu Nacional, em Pequim, e outro salão de exibições históricas na província noroeste de Gansu.

Desde 21 de julho, quando Pequim e seus arredores sofreram as piores tempestades em 60 anos, 112 pessoas morreram e 21 seguem desaparecidas.

AFP
Resgatista verifica casa danificada na província de Zhejiang, no leste da China (08/08)


O sul do país sofre com a passagem do tufão Haikui, que nesta sexta-feira perdeu força e virou uma tempestade tropical, mas continua causando estragos no leste do país, onde causou pelo menos 16 mortes e deixou mais de 2 milhões de desabrigados.

As fortes chuvas causadas pelo 11° tufão a atingir o país neste ano são mais intensas sobre a província Anhui, uma das mais rurais do país. Só nessa província, 2,17 milhões de moradores foram afetados, segundo relatório do Ministério de Assuntos Civis divulgado nesta sexta-feira no jornal Shanghai Daily.

Em Xangai, a capital econômica da China e a cidade mais desenvolvida do país, o Haikui foi o primeiro tufão a castigar o centro urbano da cidade nos últimos sete anos, matando duas pessoas e deixando 361 mil desabrigados.

Uma das áreas mais afetadas foi a província litorânea de Zhejiang, ao sul de Xangai, por onde o tufão passou com maior força, causando inúmeras inundações e obrigando a retirada de mais de 1,5 milhões de moradores, que, segundo o governo, já começam a retornar aos lares.

Com EFE

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