Metade da capital, Manila, continua alagada, enquanto milhares de moradores buscam abrigos

EFE

Subiu para 49 o número de vítimas das enchentes nas Filipinas, que afetaram mais de 2 milhões de moradores, informou o governo do país nesta quinta-feira. 

Segundo o Centro Nacional de Prevenção de Desastres, 26 vítimas morreram na província de Manila, exceto nove membros de uma mesma família soterrados por um deslizamento de terra, uma mulher que sofreu um ataque cardíaco e outra que morreu eletrocutada.

Leia também: Tufão causa apagão e força retirada de quase 2 milhões na China

Homem usa cordas para deixar casa ilhada em Cainta, a leste de Manila, nas Filipinas
AP
Homem usa cordas para deixar casa ilhada em Cainta, a leste de Manila, nas Filipinas


As outras 23 mortes aconteceram nas províncias de Pampanga, Bulacan, Bataan, Zambales, Batangas, Rizal e Romblon, quase todas por afogamento.

Quase três mil imóveis ficaram parcialmente danificados pelas enchentes enquanto 366 foram totalmente destruídos. 

Além disso, mais de 300 mil moradores deixaram suas casas e procuraram abrigos disponibilizados pelo governo em colégios, ginásios e outros edifícios públicos, segundo o último relatório do Centro de Prevenção.

Mais da metade de Manila, capital do país e com uma população de 12 milhões de habitantes, permanece alagada, com suas ruas transformadas em canais e centenas de moradores nos telhados de suas casas à espera de ajuda.

As províncias de Laguna, Pampanga, Bataan, Zambales, Balucan e Palawan e outros dez municípios que pertencem à região de Manila declararam estado de calamidade devido às inundações causadas por quatro dias de intensas chuvas.

O grande temor das autoridades sanitárias é um surto de leptospirose. Por isso, o Ministério da Saúde declarou alerta máximo e ordenou aos médicos de todos os hospitais públicos que permaneçam de plantão até nova ordem.

Com EFE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.