Ex-premiê é proibida de concorrer às eleições parlamentares na Ucrânia

Yulia Tymoshenko, que está presa há mais de um ano, planejava concorrer como líder da chapa de oposição à disputa parlamentar de outubro

EFE | - Atualizada às

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A Comissão Eleitoral Central da Ucrânia (CEC) rejeitou nesta quarta-feira a candidatura da ex-primeira-ministra do país Yulia Tymoshenko , como líder de chapa da oposição no pleito parlamentar de outubro.

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A vice-presidente da Comissão Eleitoral, Zhanna Usenko-Chornaya, explicou que nas solicitações de registro apresentadas por Tymoshenko e o também processado Yuri Lutsenko, ex-ministro do Interior, é mencionado que os dois têm "antecedentes penais politicamente motivados".

"Os membros da Comissão Eleitoral não têm direito de avaliar as decisões judiciais. Nessas condições, a CEC não tem no dia de hoje motivos para o registro", afirmou a funcionária, citada pelas agências de notícia locais.

A Comissão Eleitoral justifica sua rejeição com o artigo 9 da legislação sobre escolha de deputados populares, a qual diz claramente que não podem se apresentar como candidatos os cidadãos que cometeram delitos e cujas penas não tenham expirado ou não tenham sido canceladas por via legal.

Tymoshenko, presa há mais de um ano e condenada em outubro de 2011 a sete anos de prisão por abuso de poder, havia sido designada no último dia 30 de julho como líder da chapa do partido opositor que lidera, o Batkivschina (Pátria, em ucraniano).

A oposição unificada ucraniana confiava no impulso eleitoral de Tymoshenko para derrotar o partido do atual presidente, Viktor Yanukovich.

A carismática política ucraniana, cuja liberdade é defendida por potências ocidentais, sofre de um grave problema nas costas e está se tratando em uma clínica da cidade de Kharkiv.

Tymoshenko, que acusa Yanukovich de orquestrar uma campanha de perseguição judicial à oposição, ainda tem de comparecer perante os tribunais por um segundo processo aberto contra si por suposto desvio de fundos públicos e evasão fiscal.

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Foto de outubro de 2011 mostra Yulia Tymoshenko diante do juiz Rodion Kireyev lendo veredicto contra ela em Kiev


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