O dilema de Israel: Atacar ou não o Irã?

Questão mais debatida nos meios políticos israelenses só deve ser definida após as eleições nos EUA

Nahum Sirotsky - de Israel |

O ministro da Defesa do Irã, Ali Akbar Salehi, reafirmou no domingo (5) que Israel não pode atacar seu país. Segundo ele, o governo israelense cometeria suicídio ousasse tentar.

Leia também: Israel diz que alertas dos EUA não são suficientes para deter Irã

A questão do Irã é a mais abertamente debatida nos meios políticos de Israel.

A mídia diz que dividem-se em igual número os que são a favor de uma ação militar agora e os que são contra, insistindo que não há apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sem o qual as possibilidade de sucesso seriam reduzidas.

O governo americano alega que ainda há formas de pressionar o Irã – principalmente o uso de sanções – antes de recorrer a meio militares.

Mas os que apoiam uma operação rápida destacam que as sanções impostas até o momento se revelaram insuficientes para convencer o país persa a desistir de seu programa nuclear.

Seria irresponsável prever o que vai ser decido por um pequeno número de autoridades que estão permanentemente analisando a questão. Acredita-se que uma decisão não será tomada antes das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro.

O Irã é um país de cerca de 80 milhões de habitantes. Israel tem cerca de oito milhões, sendo 20% de não judeus. Se houver guerra, deverá ser das mais destrutivas, mesmo se apenas aplicadas armas convencionais.

Ninguém inveja o dilema do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que terá de dar a palavra final.

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