Tropas israelenses ferem homem perto da cerca da colina de Golã

Segundo militares, ele se aproximava da cerca de arame que separa a fronteira das colinas, tomadas por Israel da Síria em 1967, com alicates cortadores de metal

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Tropas israelenses atiraram além da linha de cessar-fogo com a Síria nas colinas de Golã para ferir um homem suspeito de estar planejando cortar a cerca fronteiriça, neste sábado, disseram os militares.

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Golã, que Israel capturou da Síria na Guerra de 1967 e mais tarde anexou, permaneceu praticamente intocada pela r evolta que vem sacudindo Damasco há 17 meses . Mas Israel tem ficado alerta contra hostilidades e a entrada de refugiados no platô estratégico.

Tropas da parte sul de Golã avistaram um homem se aproximando da cerca de arame com alicates cortadores de metal e ele não atendeu aos seus avisos para que ele parasse, nem aos tiros de alerta disparados para o alto, disse a tenente-coronel Avital Leibovich, a porta-voz militar israelense.

Ele levou um tiro no joelho e foi levado por três outras pessoas, disse Leibovich.

"Chamamos isso de uma tentativa de infiltração... uma violação de fronteira que não podemos permitir," ela disse aos repórteres, dizendo que aconteceram vários outros incidentes parecidos em Golã recentemente.

Questionada se o homem ferido no sábado poderia estar procurando asilo no território controlado por Israel, Leibovich desdenhou.

"Acredito que alguém que chega com alicates cortadores não seja inocente", disse ela, acrescentando que é possível que o homem estivesse testando as defesas de Israel.

O chefe militar de Israel, tenente-general Benny Gantz, disse em janeiro que preparativos estavam em andamento em Golã para uma enxurrada de refugiados da seita minoritária Alawite, do presidente sírio Bashar al Assad, caso ele seja derrubado.

Em maio do ano passado, soldados israelenses abriram fogo contra manifestantes da Síria, entre eles refugiados palestinos, que penetraram através da cerca da fronteira fortificada.

Pelo menos 23 pessoas morreram no incidente, que Israel acusou Assad de ter orquestrado em uma tentativa de desviar a atenção internacional da sua repressão ao levante sírio.

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