ONU enviará alimentos à Coreia do Norte após inundações que mataram 170

Segundo governo norte-coreano, enchentes forçaram 212 mil a deixar suas casas e pelo menos 400 pessoas estão desaparecidas

iG São Paulo |

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou neste sábado que enviará alimentos à Coreia do Norte para ajudar os afetados pelas inundações que deixaram 170 mortos e mais de 212 mil desalojados. Pelo menos 400 moradores de várias regiões do país estão desaparecidos.

Segundo o governo norte-coreano, as inundações também deixaram submersos mais de 65 mil hectares de áreas produtivas do país entre o fim de junho e o fim de julho. As enchentes aumentaram as preocupações sobre a capacidade do país de alimentar a população. Em junho, a ONU afirmou que dois terços dos 24 milhões de habitantes do país sofriam com a falta de comida.

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AP
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O primeiro envio de emergência prevê a distribuição de uma porção diária de 400 gramas de milho durante duas semanas às vítimas do desastre, indicou a ONU.  A agência sul-coreana Yonhap detalhou que o envio representará um total de 336 toneladas de alimentos para os afetados pelas chuvas torrenciais.

Uma missão da ONU que viajou durante esta semana às zonas afetadas comprovou que as inundações produziram danos "consideráveis" nas plantações de milho, soja e arroz e advertiu da necessidade "imediata" de assistência. Em setembro, a ONU deverá fazer uma avaliação sobre a situação alimentar e as perspectivas de produção de alimentos no país comunista, acrescentou o comunicado do órgão.

A Coreia do Sul indicou que por enquanto não prevê oferecer ajuda ao Norte, país ao qual auxiliou em outras situações de desastre, apesar da tensão bilateral.

A Coreia do Norte se vê seriamente afetada pelas chuvas torrenciais durante o período dos tufões de verão, cujos efeitos se agravam por causa do desmatamento, que provoca grandes deslizamentos de terra, e dos pobres sistemas de drenagem e controle de crescentes.

No verão do ano passado, cerca de 30 mil pessoas perderam suas casas no país comunista devido às inundações, que em 2007 foram especialmente trágicas ao deixar centenas de mortos e desaparecidos e graves perdas econômicas.

Os estragos causados pelos tufões nas zonas agrícolas agravam também a crônica situação de escassez alimentícia do país, que depende da ajuda externa por ser incapaz de produzir uma quantidade de alimentos suficiente para seus 24 milhões de habitantes.

Com EFE e AP

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