Parada Gay de Jerusalém celebra 10º aniversário

Apesar de protestos da comunidade ultraortodoxa contra o evento, manifestação da comunidade de gays, lésbicas e transexuais se transformou em festa

EFE | - Atualizada às

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A cidade de Jerusalém, sagrada para o cristianismo, o islamismo e o judaísmo, foi tingida com as cores do arco-íris nesta quinta-feira para celebrar o 10º aniversário de sua Parada Gay.

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Integrantes da comunidade de homossexuais, lésbicas e transexuais se concentraram em um parque do centro da cidade para comemorar o evento que parece ser mais aceito nos dias de hoje, mas que há 10 anos trava uma batalha contra os setores ultraortodoxos.

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Membros da comunidade gay de Jerusalém participam da parada

"Essa é uma oportunidade para pensar em todas as mudanças que ocorreram em Jerusalém nestes últimos 10 anos", disse Elinor Sidi, presidente da Open House, uma das instituições que representa a comunidade gay em Israel.

Segundo a ativista, não existem mais ataques físicos aos gays em Jerusalém. Mas apesar das mudanças, ressalta, ainda há muito que fazer.

Festa

Vestidos com trajes coloridos e extravagantes, os participantes, que eram acompanhados por um grande contingente policial, marcharam desde o Parque da Independência até o Parque Gan HaPaamon, onde os discursos deram espaço a uma grande festa.

Por conta do risco de ataques por parte de extremistas da comunidade ultraortodoxa, fato que já ocorreu em edições anteriores, câmaras aéreas acompanhavam o evento para garantir a segurança dos participantes.

De acordo com Elinor, essa medida de segurança e o grande desdobramento seguem uma política preventiva, mas não há nenhuma ameaça concreta.

Em sua mensagem aos participantes, a ativista se referiu aos avanços que a comunidade realizou na cidade nesses últimos anos que, segundo ela, não significam que "tenham normalizado" a vida dos homossexuais em relação ao restante da população.

"Ainda há alguns atos de violência (não necessariamente física) pela rejeição das pessoas. É mais difícil ser homossexual e lésbica em Jerusalém do que em Tel Aviv ou Haifa", disse a ativista,  ao ressaltar que nessas duas cidades a prefeitura contribui com as despesas da passeata.

Nos dias que antecederam a marcha, porta-vozes da comunidade ultraortodoxa expressaram muitas rejeições em relação à Parada Gay em Jerusalém. Segundo os ultraortodoxos, a manifestação "contamina" a cidade. 

A lei religiosa judaica descreve a homossexualidade como uma "abominação".

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Parada Gay de Jerusalém celebrou 10ª edição


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