Obama anuncia novas sanções econômicas contra o Irã

Bancos de China e Iraque também são punidos por, segundo os EUA, ajudarem o governo iraniano a driblar sanções internacionais

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou nesta terça-feira novas sanções contra o setor energético do Irã e bancos estrangeiros da China e do Iraque que, segundo a Casa Branca, ajudam o governo iraniano a driblar sanções internacionais.

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AP
Segurança iraniano é visto em instalação petroquímica de Maroun, no porto de Imam Khomeini, sudoeste do Irã (28/09/2011)

As sanções são anunciadas no momento em que Obama combate críticas do rival nas eleições presidenciais de novembro, o republicano Mitt Romney, que acusa o presidente de não ter agido com firmeza suficiente para pôr fim ao programa nuclear iraniano.

As novas sanções atingem o Banco de Kunlun, na China, e o Banco Islâmico Elaf, do Iraque, instituições que os EUA acusam de ter facilitado transações milionárias em nome de bancos iranianos que foram alvos de punições anteriores.

“A ação que tomamos hoje deixa claro que vamos expor qualquer instituição financeira, não importa onde elas estejam localizadas, que esteja permitindo que o regime cada vez mais desesperado do Irã continue tendo acesso ao sistema financeiro internacional”, disse Obama, em comunicado.

O presidente americano também expandiu as punições aos setores energéticos e petroquímicos, autorizando sanções àqueles que tentarem comprar petróleo iraniano pelas empresas National Iranian Oil e Naftiran Intertrade. As sanções anteriores puniam as empresas que comprassem petróleo pelo Banco Central iraniano.

Um terceiro grupo de sanções anunciadas nesta terça-feira tem como alvo indivíduos e entidades que ajudarem o Irã a comprar dólares ou metais preciosos para o controle de sua moeda.

Washington mantém sanções contra o Irã desde 2005 - e as vem intensificando desde então - para inibir a República Islâmica a continuar com seu programa nuclear, acusado pelo Ocidente de ter fins bélicos, o que é negado por Teerã.

Com AP

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