Candidato republicano na eleição dos EUA chega a Jerusalém na noite de sábado e faz agenda buscando arrecadação para campanha e voto judeu

O candidato republicano nas eleições presidenciais nos EUA, Mitt Romney , falou sobre a "ameaça" representada por um Irã dotado de armas nucleares, durante encontro com autoridades israelenses, realizado neste domingo em Jerusalém.

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Candidato republicano nos EUA, Mitt Romney deposita mensagem no Muro das Lamentações, em Jerusalém
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"Como vocês, nós estamos muito preocupados com o desenvolvimento das capacidades nucleares do Irã, e consideramenos inaceitável que o Irã se torne uma nação dotada de arma nuclear", declarou Romney à imprensa, antes de uma reunião com o presidente Shimon Peres.

Segundo Romney, a ameaça que essa situação pode representar para Israel, para o Oriente Médio e para o mundo é "incomparável e inaceitável.

O candidato republicano, que enfrentará o atual presidente democrata, Barack Obama, durante as eleições em novembro, chegou no sábado a Israel como parte de uma viagem pela região, visando ganhar visibilidade no plano internacional.

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A visita também foi interpretada como uma tentativa de arrecadar para sua campanha e ganhar o voto judeu, tradicionalmente democrata e, apesar de numericamente pequeno, decisivo em Estados como a Flórida.

Romney disse ter conversado com o chefe de governo de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre "medidas adicionais" que podem ser tomadas para convencer o Irã a por fim à "sua loucura nuclear".

Netanyahu declarou que é importante que haja "uma ameaça militar forte e crível, associada a sanções, para que exista uma chance de mudar a situação". Ele reiterou que as sanções e a diplomacia "não fizeram o programa iraniano recuar um milímetro até agora".

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Romney, que critica constantesmente a política "fraca e equivocada" de Obama em relação ao Oriente Médio, havia afirmado em junho que, caso seja eleito para governar os Estados Unidos, fará "o contrário" do que fez Obama na região.

Na sexta-feira, o presidente americano deu uma demosntração de apoio a Israel. No Salão Oval, cercado de representantes do lobby pró-israelense AIPAC e de políticos americanos, ele promulgou uma lei reforçando a cooperação em matéria de segurança e de defesa com o Estado hebreu e reafirmou o apoio "inalterável" de Washington ao país.

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Na agenda de Romney, constam dois encontros com Netanyahu em seu escritório em Jerusalém. O segundo momento será um jantar no gabinete no governo no qual o republicano fará um discurso sobre sua política no Oriente Médio, caso ganhe as eleições.

Romney e Netanyahu estudaram juntos no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) de Boston e se conhecem há mais de três décadas.

Um dos principais apoios econômicos ao candidato republicano, o magnata Sheldon Adelson, tem em Israel um jornal gratuito, Israel Hayom, que defende as políticas do governo de forma quase sistemática.

Segunda-feira, antes de partir para a Polônia, Romney participará de um evento de arrecadação para sua campanha.

Com AFP e EFE

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