Desde o início do novo milênio, esse é o quarto surto da febre hemorrágica no país africano; o mais grave deixou 170 mortos em 2000

EFE

Um surto de ebola deixou ao menos 14 mortos no oeste de Uganda, segundo informações do Ministério de Saúde do país africano, que expressou o temor de que mais vítimas surjam pela detecção tardia dos casos.

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Por meio de um comunicado, o diretor-geral interino dos Serviços Sanitários do Ministério ugandense, Denis Lwamafa, afirmou que "os resultados das provas de laboratório confirmaram que a 'estranha doença' detectada em Kibale (distrito do país) é ebola".

O diretor-geral revelou que, até o momento, foram detectados 20 casos na região. "Atualmente, está internada uma mulher de 38 anos que cuidou de sua irmã (doente de ebola). Ela está estável, embora ainda tenha febre, diarreia e vômitos", relatou.

Outra mulher de 30 anos deu entrada em uma clínica em 23 de junho com os mesmos sintomas. A paciente mora com a família em que se registrou o primeiro caso. Nessa região, nove morreram de ebola.

Desde o início do novo milênio, esse é o quarto surto da doença confirmado em Uganda. O mais grave foi registrado em 2000, que deixou 170 mortos, incluindo o diretor do hospital de Lachor, o médico Matthew Lukwiya, que contraiu a doença por contágio de seus pacientes.

Em 2007, outro surto no distrito de Bundibugyo deixou ao menos 37 mortos e houve outros 149 supostos registros de infectados.

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