Mais de 3 mil mulheres têm morte violenta em Honduras nos últimos dez anos

Segundo relatório do comissário dos Direitos Humanos, 40,69% dos assassinatos ocorreram no período de Porfírio Lobo no poder

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Pelo menos 3.018 mulheres morreram de maneira violenta em Honduras entre 2002 e 2012, informou neste sábado o comissário dos Direitos Humanos, Ramón Custódio.

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Ele acrescentou que, somente no atual governo, as vítimas somam 1.228. O número de mulheres assassinadas durante a administração de Porfirio Lobo - que iniciou seu mandato em 27 de janeiro de 2010 - representa 40,69% das vítimas, informou Custódio em comunicado.

O relatório do defensor público acrescenta que "mais de 90% dos casos estão impunes por falta de investigação das autoridades".

Custódio disse ser lamentável que no país morram em circunstâncias violentas cerca de 46 mulheres por mês, e condenou os crimes.

A violência em Honduras deixa uma média diária de 15 mortos, o que coloca o país entre os mais violentos do mundo, segundo órgãos nacionais e internacionais.

O relatório do comissário dos Direitos Humanos destaca, além disso, que "são assassinadas de universitárias, a donas de casa, passando por trabalhadoras da indústria, vendedoras, idosas, até a meninas de poucos meses de idade".

Tegucigalpa e San Pedro Sula, as duas maiores cidades de Honduras, registram os índices mais altos de violência contra as mulheres.

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