Brasileiro suspeito por morte de militares franceses na Guiana é detido no Amapá

Manoel Ferreira Moura seria líder de grupo envolvido em morte de dois soldados durante operação contra garimpeiros clandestinos em 27 de junho

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O principal suspeito pela morte de dois militares franceses na região de Dorlin, sudoeste da Guiana Francesa, foi detido nesta sexta-feira em Macapá, capital do estado do Amapá, indicou a Polícia Federal à AFP.

Procurados: Guiana Francesa busca garimpeiros brasileiros acusados de matar soldados

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Ministro da Defesa da França participa de homenagem a soldados Sebastien Pissot e Stephane Moralia, mortos em emboscada em 27 de junho na Guiana Francesa (03/07)

O brasileiro Manoel Ferreira Moura, conhecido como "Manoelzinho", de 25 anos, seria o líder do grupo envolvido na morte dos militares durante uma operação contra garimpeiros clandestinos em 27 de junho.

"Foi detido esta manhã. Está aqui", disse a fonte da Polícia Federal que pediu para não ser identificada. A fonte não deu mais detalhes. Em Paris, fontes francesas ligadas à investigação confirmaram a detenção no Amapá de várias supostos envolvidos nos fatos.

As autoridades francesas iniciaram há 15 dias uma grande operação para tentar capturar "Manoelzinho" e outros cinco ou seis suspeitos. O grupo é apontado como responsável pela morte de dois suboficiais do 9º Regimento de Infantaria Marinha (RIMA) que patrulhavam uma das zonas de ouro mais produtivas da Guiana Francesa.

Sua captura aconteceu após uma intensa perseguição policial da qual participaram 120 integrantes da gendarmeria francesa, que teria obrigado os suspeitos a cruzar a fronteira e a entrar em território brasileiro.

Os homens fugiam fortemente armados com fuzis de assalto 5.56 e 7.62, além de "escopetas e armas de caça", disse um oficial há alguns dias. O aumento dos preços do ouro atrai os garimpeiros brasileiros ilegais para a Guiana Francesa.

Após o assassinato dos militares, as autoridades francesas lançaram uma operação para retomar o controle de Dorlin, uma das zonas de extração de ouro mais desejadas pelos garimpeiros. Ao mesmo tempo, anunciaram planos para substituir a extração clandestina por empresas legais.

No ano passado, o Brasil se comprometeu a trabalhar para evitar que seus emigrantes na Guiana Francesa se envolvam na busca ilegal de ouro e se tornem uma ameaça para esse departamento ultramarino francês.

As duas partes assinaram no fim de 2008 um acordo de cooperação contra a garimpagem ilegal de ouro, que foi ratificado em abril pela França. Em 2010, cerca de 600 operações permitiram a prisão de 1,5 mil estrangeiros em situação irregular na Guiana Francesa.

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