Tensão marca 59º aniversário do fim da Guerra da Coreia

Conflito de três anos entre Coreias do Norte e do Sul foi o primeiro da Guerra Fria; países continuam tecnicamente em guerra porque ainda não foi assinado tratado de paz

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O armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-53) completa nesta sexta-feira seu 59º aniversário com uma persistente tensão entre Norte e Sul, cujas relações se encontram em um dos momentos mais frios da última década.

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Soldado norte-coreano tira fotos de militares dos EUA (C) e da Coreia do Sul após cerimônia marcando o 59º aniversário da assinatura do Armistício da Guerra da Coreia

Neste ano, as duas Coreias protagonizaram diversos atritos, tendo o mais recente sendo iniciado depois que o regime de Kim Jong-un acusou a Coreia do Sul e os EUA de terem infiltrado dissidentes no país comunista para derrubar estátuas de seus venerados líderes.

Revelação:  Líder norte-coreano, Kim Jong-un, casou-se em 2009

Na capital norte-coreana, Pyongyang, as autoridades do regime receberam veteranos de guerra procedentes de diferentes localidades por ocasião das celebrações do aniversário, segundo a agência estatal KCNA.

Aproveitando a ocasião, a agência publicou nesta semana um relatório intitulado "A História da Grande Vitória na Guerra contra o Imperialismo dos EUA é Eterna", no qual, em tom propagandístico, lembra as "façanhas" do "generalíssimo" Kim Il-sung, fundador do país e avô do atual líder.

Autoridades dos EUA e da Coreia do Sul marcaram o armistício na vila fronteiriça de Panmunjom. Os dois países continuam tecnicamente em guerra já que ainda não foi assinado um tratado de paz.

A Guerra da Coreia, que pôs frente a frente o Norte comunista - apoiado pela China e a então URSS - e o Sul capitalista - assistido pelos EUA e as forças da ONU -, chegou ao fim há 59 anos com um "empate técnico", uma vez que a fronteira entre as duas nações ficou traçada praticamente no mesmo lugar em que estava no início.

Esse conflito armado de três anos, o primeiro da Guerra Fria (1947–1991) e um dos mais sangrentos da história, arrasou cidades inteiras da Península Coreana e deixou cerca de 2,5 milhões de mortos, segundo estimativas do Ministério da Defesa sul-coreano.

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