Brasileiro é morto a tiros na fronteira com Paraguai

Segundo polícia paraguaia, brasileiro era de Dourados e seu corpo foi encontrado na cidade de Pedro Juan Caballero, vizinha a Ponta Porã

iG São Paulo |

Um cidadão brasileiro, identificado como Dilson Gonçalvez, de 36 anos e oriundo de Dourados, em Mato Grosso do Sul, foi encontrado morto na madrugada desta quinta-feira na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, vizinha à cidade Ponta Porã, informou uma fonte da polícia paraguaia.

Um mês depois:  Lugo diz que resistirá ao 'golpe de Estado'

Segundo a fonte, o corpo do brasileiro foi encontrado após a denúncia de um morador da região, que teria ouvido inúmeros disparos. Poucas horas depois da denúncia, as autoridades encontraram uma caminhonete incendiada nas proximidades que, segundo as primeiras averiguações, pertencia a Gonçalvez.

O veículo foi encontrado a cerca de 50 metros da fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Nas regiões fronteiriças de Amambay, Concepción e Canindeyú, marcada pelo cultivo de maconha, são frequentes os assassinatos por encomenda, que, de acordo com as autoridades locais, são atribuídos a atos de vingança e disputas de poder entre grupos de traficantes e contrabandistas. 

Agricultores

No fim de junho, dois produtores rurais brasileiros foram assassinados na região paraguaia que faz fronteira com o Brasil.

Osni de Oliveira era operário de máquinas na fazenda arrendada pelo brasileiro Toninho Baggio e foi morto com um tiro na cabeça em Azotey, Concepción, perto da fronteira com Mato Grosso do Sul.

Violência: Dois agricultores brasileiros morrem na fronteira com Paraguai

Tadeu Fratzen foi assassinado com oito tiros na noite de sexta-feira ao sair de um bar na cidade de Santa Maria del Monday, perto de Ciudad del Este, onde tinha terras. 

A violência no campo no Paraguai vem aumentando nos últimos anos, especialmente depois das dificuldades encontradas por Lugo para fazer a reforma agrária que prometeu em sua campanha para presidente diante da enorme resistência dos donos de terras.

Em junho, a morte de 17 pessoas - 6 policiais e 11 agricultores sem-terra - na desocupação de uma fazenda invadida piorou o quadro e serviu de argumento para a deposição do então presidente Fernando Lugo . O Congresso, tomado pelos partidos de oposição, acusou o presidente de não cumprir com suas obrigações e ser responsável pelas mortes.

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