Embaixador da República Islâmica na ONU negou acusações de Estado judeu sobre envolvimento em atentado suicida em Burgas, na semana passada

Reuters

O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) acusou nesta quarta-feira Israel de promover o atentado suicida que matou cinco turistas israelenses há uma semana na Bulgária.

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O ataque ocorreu contra um ônibus que estava estacionado junto ao aeroporto da cidade turística de Burgas, no litoral do mar Negro . O motorista do ônibus, búlgaro, também morreu, e mais de 30 pessoas ficaram feridas.

Fumaça decorrente de explosão em ônibus sobre o aeroporto de Burgas, na Bulgária (18/7)
AFP
Fumaça decorrente de explosão em ônibus sobre o aeroporto de Burgas, na Bulgária (18/7)

Israel atribuiu o atentado ao Irã e ao grupo xiita libanês Hezbollah. O Irã negou envolvimento.

"É incrível que poucos minutos depois do ataque terrorista autoridades israelenses tenham anunciado que o Irã estava por trás dele", disse o diplomata Mohammad Khazaee em um debate do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.

"Nunca nos envolvemos nem nos envolveremos em uma tentativa tão desprezível contra ... gente inocente", afirmou. "Tais operações terroristas só poderiam ser planejadas e realizadas pelo mesmo regime cuja curta história está cheia de operações de terrorismo estatal e assassinatos destinados a implicar terceiros para estreitos ganhos políticos. Eu poderia oferecer muitos exemplos mostrando que esse regime matou seus próprios cidadãos e judeus inocentes durante o último par de décadas."

O embaixador de Israel na ONU, Haim Waxman, afirmou haver impressões digitais deixadas pelo Irã na trama do atentado na Bulgária e também em dezenas de outros recentes planos terroristas dos últimos meses no mundo todo.

"Esses comentários são assustadores, mas não surpreendentes, em se tratando do mesmo governo que diz que o ataque de 11 de Setembro foi uma teoria conspiratória e que nega o Holocausto", disse Waxman em nota.

Alguns analistas dizem que o Irã poderia estar tentando vingar as mortes de vários cientistas seus envolvidos no polêmico programa nuclear do país, crimes pelos quais Teerã culpa Estados Unidos e Israel. Diplomatas israelenses sofreram várias tentativas de atentado nos últimos meses, também atribuídos por Israel ao Irã.

"Chegou a hora de o mundo colocar um fim a essa campanha de terror, de uma vez por todas", disse Waxman.

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