Braço da Al-Qaeda no Iraque reivindica onda de ataques que matou mais de cem

Estado Islâmico do Iraque (ISI) anunciou que atentados que deixaram 107 mortos e 250 feridos são parte de nova 'campanha militar' para recuperar territórios

iG São Paulo |

O Estado Islâmico do Iraque (ISI), braço da rede Al-Qaeda, reivindicou nesta quarta-feira a onda de atentados que deixou na segunda-feira 107 mortos em todo o país , assegurando que se trata do início de uma nova "campanha militar" lançada por seu chefe, Abu Bakr al Baghdadi.

Onda de violência: Ataques matam ao menos 107 no dia mais violento em 2 anos no país

AP
Homem é visto em frente de local de explosão de bomba em Madain, a cerca de 25 km a sudeste de Bagdá, Iraque (23/7)

"No âmbito da nova campanha militar para recuperar os territórios abandonados pelo ISI, o Ministério da Guerra enviou seus filhos e os mujahedines a uma ofensiva sagrada durante o Ramadã", explicou o ISI em uma mensagem no site jihadista Honein. "A operação dos jihadistas surpreendeu o inimigo e o fez perder a cabeça. Isso prova o fracasso dos serviços de segurança e de inteligência."

O último saldo indica que a série de atentados que atingiu o Iraque na segunda-feira deixou um total de 107 mortos e 250 feridos. Trata-se da pior onda de atentados em mais de dois anos e meio.

No total, 29 ataques afetaram 19 cidades. O pior atentado foi o da cidade de Taji, a 25 quilômetros de Bagdá, onde 42 pessoas morreram.

O braço iraquiano da Al-Qaeda anunciou recentemente sua intenção de intensificar seus combates, e proclamou o "lançamento de um novo projeto batizado de 'Derrubando muros'. A prioridade é libertar os prisioneiros muçulmanos (...) e eliminar juízes, procuradores e aqueles que os protegem".

Fim de tranquilidade

Às vésperas do início do mês sagrado do Ramadã, no sábado, os incidentes dos últimos dois dias encerram duas semanas de relativa tranquilidade no país. A violência sectária no Iraque atingiu seu auge em 2006 e 2007 e teve um recrudescimento desde a retirada das tropas norte-americanas, em dezembro, em um momento de forte tensão política entre xiitas, sunitas e curdos.

*Com AFP e Reuters

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