Sacerdote católico dos EUA é condenado à prisão por encobrir pedofilia

Monsenhor William Lynn recebe sentença de três a seis anos de prisão por permitir que padres suspeitos de abusos continuassem exercendo suas funções

iG São Paulo | - Atualizada às

O monsenhor americano William Lynn, condenado por encobrir abusos sexuais de menores cometidos por sacerdotes de sua arquidiocese, recebeu nesta terça-feira a pena de três a seis anos de prisão.

Leia também: Justiça dos EUA declara sacerdote católico culpado por encobrir pedofilia

AP
William Lynn antes de Corte anunciar condenação na Filadélfia (22/06)

Lynn, 61 anos, foi condenado no mês passado por permitir que os sacerdotes James Brennan e Edward Avery continuassem exercendo suas funções apesar das acusações de abusos sexuais contra eles.

Ao anunciar a sentença, a juíza M. Teresa Sarmina afirmou que Lynn “permitiu que monstros em roupas de sacerdotes destruíssem as almas de crianças”.

“O senhor sabia muito bem o que era o certo, monsenhor Lyyn, mas escolheu o errado”, afirmou a juíza.

Os reverendos Brennan e Avery estão cumprindo pena por abuso de menores nas paróquias nas quais trabalhavam na Filadélfia durante a década de 90. Lynn foi absolvido do crime de abuso sexual.

Os promotores asseguraram durante o julgamento que Lynn, como secretário do cardeal Anthony Bevilacqua, não tomou as medidas necessárias para suspender os padres pedófilos e que ele teve mais preocupação em proteger a Igreja do que as crianças.

Vinte testemunhas descreveram durante o julgamento como vários sacerdotes haviam abusado deles. De acordo com a sentença, Lynn não apurou as denúncias e em alguns casos disse que os padres é que foram seduzidos.

Com AP e EFE

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