Romney critica política externa de Obama e o acusa de vazar dados de Bin Laden

Candidato republicano diz que presidente vazou informações sobre ofensiva que matou terrorista; declaração é feita antes de viagem a Reino Unido, Israel e Polônia

iG São Paulo |

O candidato presidencial republicano, Mitt Romney , criticou nesta terça-feira a política externa do presidente dos EUA, Barack Obama, incluindo uma acusação de que a Casa Branca buscou ganhos políticos ao supostamente vazar detalhes sigilosos da ofensiva que causou a morte do líder da Al-Qaeda Osama bin Laden em maio do ano passado.

Aniversário da morte:  Romney acusa Obama de politizar morte de Bin Laden

AP
Candidato presidencial republicano, Mitt Romney, discursa perante a Convenção Nacional de Veteranos de Guerras Estrangeiras em Reno, Nevada

Obama: Morte de Bin Laden foi dia mais importante de minha presidência

Romney fez a acusação durante um discurso na convenção nacional do Veteranos das Guerras Estrangeiras, na véspera de sua visita aos aliados-chave dos EUA Reino Unido, Israel e Polônia. Obama discursou perante a convenção na segunda-feira enquanto ambos os candidatos transferem sua atenção na campanha, mesmo que brevemente, de questões militares para de relações externas.

Romney chamou o alegado vazamento sobre Bin Laden de "desprezível", afirmando que tal ação traía o interesse nacional e comprometia os soldados americanos. Ele pediu uma investigação.

A Casa Branca não respondeu imediatamente às acusações. Obama tem rejeitado a ideia de que seu governo tenha vazado informação confidencial, caracterizando inicialmente tais alegações de "ofensivas".

O porta-voz da campanha de Obama, Ben LaBolt, disse que Romney recorria a "ataques baratos" contra o presidente "aos quais falta credibilidade e que não respondem as questões básicas sobre sua agenda de política externa". Romney usou seu discurso na convenção de veteranos para destacar sua opinião de que Obama diminuiu a liderança americana em todo o mundo.

Em uma eleição que deve ser uma das mais apertadas na história recente, a disputa tem sido dominada pela fraca recuperação econômica americana e pela taxa de desemprego que teimosamente se mantém em 8,2% , com Romney amplamente evitando outros tópicos.

Estratégia de campanha: Desemprego pode afetar disputa presidencial dos EUA

Obama sente-se confortável com questões militares e de política externa, e no discurso de segunda-feira projetou-se como um firme comandante-chefe, testado por duas guerras e pela ofensiva bem-sucedida contra Bin Laden em seu esconderijo no Paquistão . O presidente relembrou de seu histórico como o de alguém que cumpre suas promessas, incluindo acabar com a Guerra do Iraque e diminuir a participação no conflito no Afeganistão .

Obama na segunda-feira sugeriu que Romney teria mantido tropas no Iraque indefinidamente e o criticou por se opor ao cronograma do presidente para a retirada do Afeganistão em 2014. "Isso não é um plano para a segurança dos EUA", disse.

Os funcionários da campanha do presidente dos EUA desafiaram Romney a oferecer ideias claras de políticas durante sua viagem a três países, que será vista como uma medida de quão bem o candidato republicano pode se posicionar no palco mundial. Obama fez uma viagem ainda mais ampla quando era candidato em 2008. Espera-se que Romney se reúna com os primeiro-ministros britânico, David Cameron, e israelense, Benjamin Netanyahu, entre outros.

Romney sugeriu na segunda-feira que o governo Obama não foi suficientemente agressivo para deter as ambições nucleares do Irã ou para tentar coibir a violência na Síria . A administração de Obama vem pedindo que Assad deixe a Síria, apoiando-se em uma estratégia de sanções e de isolamento internacional para pressionar Assad a entregar o poder.

*Com AP

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