Robô vai desarmar bombas em casa de suspeito de ataque na estreia de 'Batman'

Polícia encontrou explosivos 'extremamente sofisticados' no apartamento do suspeito de matar 12 pessoas durante a exibição do filme em Denver, no Colorado

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A polícia encontrou explosivos "extremamente sofisticados" no apartamento do suspeito de matar 12 pessoas na estreia de um filme da série " Batman " na madrugada desta sexta-feira em Denver, no Colorado, e pode levar horas ou até dias para lidar com a situação. A polícia planeja detonar os explosivos com o uso de um robô.

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As autoridades já isolaram cinco edifícios próximos e estabeleceram um perímetro de várias quadras para garantir o trabalho de esquadrões antibomba. James Holmes - que foi preso horas após a matança - foi identificado como ex-estudante da Escola de Medicina de Denver, da Universidade do Colorado, que abandonou o curso em junho. A universidade divulgou uma foto do suspeito na tarde desta sexta-feira.

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Usando uma máscara de gás, o atirador deixou ao menos 12 mortos e 59 feridos ao disparar e lançar um gás não identificado dentro de um cinema lotado na cidade americana de Aurora, no Estado do Colorado, na madrugada desta sexta-feira durante a estreia do filme " Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ". A sessão do filme começou à meia-noite local (3 horas de Brasília).

Esse foi o pior ataque nos EUA desde que um psiquiatra do Exército matou 13 soldados e civis na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. Entre os feridos estão algumas crianças, sendo a mais jovem um bebê de quatro meses que já recebeu alta. Entre os feridos estão algumas crianças, sendo a mais jovem um bebê de quatro meses que já recebeu alta.

O ataque provocou reações em várias cidades dos EUA e do mundo. Em Paris, a estreia do filme em um cinema do Champs-Elysées, foi cancelada. Em Nova York, a polícia decidiu enviar oficiais a várias sessões do filme, temendo que o ataque fosse "copiado" por outras pessoas. Em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu nota dizendo estar "chocado e entristecido" com o episódio.

De acordo com a polícia de Aurora, bairro onde aconteceu a matança, Holmes se mudou para o Colorado vindo de San Diego, para a Califórnia, onde planejava obter seu diploma de pós-doutorado. A família de Holmes, que vive em San Diego, pediu à imprensa que "respeite sua privacidade e a da vizinhança".

Em nota, a família diz: "Nossos corações estão com os envolvidos nessa tragédia e com as famílias e amigos dos envolvidos. (...) Nossa família está cooperando com as autoridades em San Diego, Califórnia, e Aurora, Colorado. Ainda estamos tentando processar essa informação, e gostaríamos que as pessoas respeitassem nossa privacidade".

Cenas de horror

Testemunhas dizem que o atirador - que usava roupas pretas e uma máscara - lançou uma bomba de gás antes de abrir fogo contra a multidão. Holmes foi preso momentos após o ataque em um estacionamento perto do cinema. Ele carregava um fuzil e uma pistola. O FBI (a polícia federal americana) se juntou às investigações, mas disse não ter motivos para acreditar que se trate de um atentado terrorista.

O incidente em Denver foi o maior ataque a tiros nos EUA desde 2007, quando o estudante Seung-Hui Cho matou 32 pessoas no campus da faculdade de Virginia Tech, antes de se matar. O cinema em Aurora fica a 32 quilômetros da escola Columbine, onde dois estudantes mataram a tiros 13 colegas em 1999.

Jornalistas e testemunhas contam que o ataque começou cerca de 30 ou 40 minutos após o início da sessão, e que muitos achavam que os tiros faziam parte do filme. "Eles (a plateia) primeiro acharam que era parte do filme, depois, que fosse alguma espécie de brincadeira. De repente todos começaram a se jogar no chão, e a correr para fugir do cinema", contou à BBC Brenda Stewart, da rádio americana KOA News.

Horas após o ataque, o presidente dos EUA, Barack Obama, emitiu comunicado lamentando a matança e dizendo que ele e a mulher, a primeira-dama Michelle Obama, estavam "chocados e entristecidos". Pouco depois, em um discurso, prometeu que seu governo fará tudo que ao seu alcance para apoiar as vítimas e punir o responsável, ou responsáveis, pelo incidente.

Tanto Obama quanto o candidato presidencial republicano, Mitt Romney, cancelaram compromissos de campanha para acompanhar as investigações sobre o incidente e o trabalho de apoio às vítimas. "Haverá outros dias para tratar de política. Hoje o dia é para rezar e refletir", disse Obama.

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