Turistas americanos são sequestrados no Egito

Sequestradores pressionam autoridades para que libertem um de seus parentes que foi detido por tráfico de drogas

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Um grupo de homens armados sequestrou nesta sexta-feira dois turistas americanos e seu guia egípcio na região de Najl, no sul da Península do Sinai, informou a agência oficial de notícias "Mena".

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Os sequestradores queriam pressionar as autoridades para que libertem um de seus parentes que foi detido por tráfico de drogas, acrescentou a agência. Os serviços de segurança receberam a denúncia de que um grupo armado de desconhecidos tinha interceptado um ônibus no qual vários turistas iam do Cairo para a cidade egípcia de Taba, na fronteira com Israel.

No ataque foram capturados um homem e uma mulher americanos, assim como seu guia egípcio, informou a "Mena", assinalando que as forças egípcias estão em contato com chefes de tribos da região para obter a libertação dos reféns e a detenção dos sequestradores.

Nos últimos anos aconteceram vários sequestros de turistas estrangeiros por parte de beduínos que tinham reivindicações similares, embora sempre tenham sido libertados em pouco tempo.

A Península do Sinai, desmilitarizada por causa dos acordos de paz de Camp David entre Israel e Egito (1978), é um dos principais polos de atração turística no Egito, graças principalmente às praias e a monumentos como o mosteiro de Santa Catarina.

Calcula-se que no Sinai morem cerca de 300 mil beduínos, distribuídos em umas 15 tribos que se consideram descendentes dos grupos árabes originais da península Arábica.

Líderes tribais se queixaram repetidas vezes da marginalização na qual vivem suas comunidades e asseguram que a falta de atenção das autoridades os forçam a se dedicar a atividades ilegais como o contrabando. 

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