'Tentei fazer o melhor por meu país', diz Suu Kyi em sua entrada na política legal após anos de luta passados, principalmente, em prisão domiciliar

A líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi participou nesta segunda-feira pela primeira vez de uma sessão como membro do Parlamento de Mianmar, o que consagra sua entrada na política legal após anos de luta passados, sobretudo, em prisão domiciliar. "Tentarei fazer o melhor por meu país", disse a líder da oposição antes de entrar na assembleia.

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Líder opositora Aung San Suu Kyi assina livro de registros para participar de sessão do Parlamento de Mianmar
AP
Líder opositora Aung San Suu Kyi assina livro de registros para participar de sessão do Parlamento de Mianmar


Após quase duas décadas de ilegalidade sob o jugo da junta militar, o partido da vencedora do Nobel da Paz, a Liga Nacional Democrática (LND), se tornou, após eleições parciais em abril, o principal partido da oposição.

Suu Kyi fez o juramento de posse em maio . O atual presidente Thein Sein introduziu políticas de reconciliação que convenceram a ativista a concordar que seu partido voltasse à legalidade. Ela e outros colegas agora pertencem a uma minoria opositora no Parlamento dominado por militares.

O gabinete de Thein Sein anunciou nesta segunda-feira um rearranjo de seis vice-ministros sem dar nenhuma razão para a mudança. Assessores do governo afirmam que Thein Sein planeja mesclar alguns ministérios para melhorar a eficiência e acelerar as reformas políticas e econômicas.

Seu governo tem procurado atrair ajuda e investimento para as reformas. O regime militar anterior foi anulado por países ocidentais, que aplicaram sanções políticas e econômicas contra Mianmar por conta do desrespeito aos direitos humanos e a democracia.

Com AP e AFP

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