Clérigo radical muçulmano Abu Hamza recorre de extradição para os EUA

Pedido foi feito por acusado de terrorismo à Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo, na França

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O imã radical Abu Hamza recorreu de sua extradição para os Estados Unidos na Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) de Estrasburgo, na França, confirmou nesta segunda-feira o Ministério do Interior britânico.

Terrorismo: Corte autoriza Reino Unido a extraditar extremistas para os EUA

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Foto de 1999 mostra Abu Hamza al-Masri em conferência em Londres

Em uma decisão emitida no dia 10 de abril, a CEDH autorizou o Reino Unido a extradita r Abu Hamza e outros quatro islamitas, mas bloqueou a sua entrega por três meses, até que fosse concluído o prazo de apelação.

"Abu Hamza solicita que seu caso seja enviado à Alta Câmara da CEDH. O veredicto não será definitivo até que se tenha tomado uma decisão sobre sua solicitação", declarou uma porta-voz do Ministério do Interior, indicando que o imã radical continuará na prisão.

Ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park, Abu Hamza - também conhecido como Mustafa Kamal Mustafa - é acusado pelos Estados Unidos de ter participado de sequestros de turistas ocidentais no Iêmen, ter ajudado a erguer um acampamento de treinamento terrorista no Estado americano de Oregon, além de ter ajudado a financiar o treinamento no Oriente Médio de candidatos à guerra santa (jihad).

Abu Hamza, que tem um gancho em lugar de sua mão direita e um olho de vidro, foi condenado em fevereiro de 2006 a sete anos de prisão no Reino Unido por incitação ao assassinato e ao ódio racial.

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