Senador nigeriano é morto durante funeral coletivo

Homens armados invadiram funeral de 63 vítimas de conflitos entre forças de seguranças e etnia fulani

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Um senador nigeriano e várias outras pessoas morreram neste domingo quando homens armados ivadiram a cerimônia de funeral de 63 vítimas de conflitos ocorridos na véspera no Estado de Plateau, conhecido pela instabilidade e pelos conflitos étnicos, informou o governo.

Os confrontos de sábado, entre forças de segurança e homens da etnia fulani, ocorreram depois que os militares disseram ter intervido em uma disputa entre migrantes fulanis e tribos indígenas no distrito de Barkin Ladi, em Plateau.

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Um porta-voz fulani disse que os militares abriram fogo contra eles porque o governo protege as tribos indígenas.

A seita islâmica Boko Haram reivindicou a autoria de vários ataques de homens-bomba neste ano nas igrejas de Jos, capital de Plateau, causando uma resposta dos cristãos contra os muçulmanos.

Não há sinais de que a Boko Haram estivesse envolvida nos confrontos desta semana.

Plateau está localizado no "Cinturão do Meio", onde o sul cristão se encontra com o norte muçulmano. Há anos o local se vê cercado por rivalidades étnicas e religiosas sobre terras férteis e poder entre os locais e migrantes de outras regiões.

O senador Gyang Dantong, do Partido Democrático do Povo, e um legislador estadual estão entre os mortos que participavam do enterro das vítimas dos confrontos do sábado. Os enterros também ocorriam em outras regiões do Estado, e o número final de vítimas deve ser maior.

"Tragédia. Senador morreu durante ataque fulani contra pessoas que participavam de um enterro coletivo de 63 vítimas de outro ataque fulani sobre nove vilarejos no dia anterior", afirmou Istifanus Gyang, conselheiro de segurança do governador do estado.

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