Presidente do Peru pede ajuda de arcebispo para mediar protestos

Pedido é primeira manifestação de Ollanta Humala sobre choques entre ativistas que se opõem a projeto de mineradora e forças de segurança que deixaram cinco mortos

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EFE
Chama arde como parte de bloqueio de rua em Celendín, Peru (3/7)

O presidente peruano, Ollanta Humala, propôs nesta sexta-feira que um ex-presidente da Conferência Episcopal local faça a mediação para a solução dos protestos contra a instalação de um grande projeto da mineradora norte-americana Newmont na região de Cajamarca, no norte do país.

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Essa é a primeira manifestação de Humala desde que cinco pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas em um confronto relacionado aos protestos, o que gerou uma pressão para que o presidente, prestes a completar um ano de mandato, faça mudanças em seu gabinete.

"Estamos buscando e não cessaremos de buscar os espaços de diálogo, e estamos por meio do ministro da Justiça propondo ao monsenhor (Miguel) Cabrejos que possa participar desse espaço de diálogo em Cajamarca, a fim de pôr panos quentes", disse Humala a uma TV local.

Cabrejos, arcebispo de Trujillo (norte), disse que aceitará a proposta e pediu calma aos manifestantes e às forças de segurança.

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Os violentos confrontos com a polícia aconteceram na região de Cajamarca, onde moradores são contra a execução de um gigantesco projeto de mineração da norte-americana Newmont e que o governo considera importante para o desenvolvimento do país.

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