Desemprego segue forte nos EUA e estimula debate eleitoral

Em Ohio, Obama afirma que há avanços, mas reconhece que 'situação de fato é complicada'; rival Romney promete aumentar comércio com América Latina

iG São Paulo |

Os EUA criaram 80 mil postos de trabalho em junho, um volume insuficiente para que a maior potência mundial diminua sua taxa de desemprego, atualmente em 8,2%, situação que tem estimulado o debate eleitoral .

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Presidente dos EUA, Barack Obama, beija bebê Nathan Maxwell Johnson, de 9 meses, durante campanha em escola de Poland, Ohio

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O nível de desemprego tem sido o grande calcanhar de Aquiles eleitoral do presidente Barack Obama, que tenta permanecer na Casa Branca. Particularmente o dado desta sexta-feira decepcionou os mercados, pois os analistas projetavam a criação de 100 mil postos em junho.

Segundo dados do Departamento de Trabalho, a economia americana criou nos meses de abril, maio e junho uma média de 75 mil empregos por mês, o que representa três vezes menos que no primeiro trimestre.

Os efeitos da revisão para cima da criação de emprego em maio, para 77 mil, foram anulados por uma revisão para baixo das contratações de abril. De acordo com o governo, "houve diminuição nas contratações na maioria dos grandes setores da atividade no segundo trimestre".

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Os EUA apresentavam oficialmente 12,7 milhões de desempregados em junho, quando faltavam quatro meses para as eleições presidenciais. Obama argumentou que o país tem apresentado cifras recentes que indicam passos na direção correta, mas disse que não é possível ficar satisfeito.

"A situação é de fato complicada", reconheceu com relação ao emprego em um discurso pronunciado em um colégio de Poland, uma pequena região de classe média no nordeste do Estado de Ohio (norte), um distrito eleitoral chave.

No meio da campanha eleitoral, o rival republicano de Obama, o ex-governador Mitt Romney , aproveitou as cifras para atacar a gestão de seu oponente.

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"Há muita pobreza nos EUA hoje, e esses números enfatizam o que as pessoas sentem e principalmente a dor da classe média americana", disse em Wolfeboro, New Hampshire, onde se encontra de férias com sua família.

Romney atacou especificamente as políticas de Obama, em particular o que considera como excesso de regulações, impostos corporativos muito altos e um "fracasso em tomar medidas efetivas contra a China no caso das patentes e no roubo dos postos dos trabalhadores americanos".

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Candidato republicano, Mitt Romney, brinca com sua família e amigos no Lago Winnipesaukee, em Wolfeboro, New Hampshire, durante férias da campanha eleitoral

O republicano, que será eleito no final de agosto candidato oficial de seu partido para as eleições presidenciais de 6 de novembro, disse que reduzirá o desemprego para 6% em quatro anos e que a taxa seguirá diminuindo no futuro.

Uma das soluções propostas por ele para atingir esse objetivo é "abrir mercados" no exterior e aumentar o comércio com a América Latina, especialmente com o Brasil, pois essa região representa grandes oportunidades para o setor manufatureiro. "O presidente não assinou nem um só novo acordo comercial com a América Latina durante seu mandato", afirmou.

A taxa de desemprego e subemprego, que leva em conta entre outros os assalariados que trabalham em tempo parcial e aqueles que deixaram de buscar ativamente um trabalho, subiu 0,1 ponto percentual, para 14,9%, seu nível mais alto em quatro meses.

*Com AFP e EFE

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