Suspeitas de envenenamento de Arafat são 'ridículas', diz Israel

Porta-voz da Chancelaria questiona onde estavam objetos em que supostamente foi detectada a substância polônio-210 e por que investigação demorou quase uma década

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Israel classificou nesta quinta-feira de "ridículas" as alegações de que o histórico líder palestino Yasser Arafat morreu envenenado com polônio-210 , conforme noticiado pela rede de televisão Al-Jazeera, do Catar.

Polônio-210: Arafat pode ter sido envenenado com substância altamente radioativa

Reuters/Darren Whiteside
Polícia israelense e oficiais de fronteira são vistos em frente de uma pintura do líder palestino Yasser Arafat. Cisjordânia (15/05/2011)

Investigação:  Corpo de Arafat pode ser exumado por suspeita de envenenamento

"Desmentimos categoricamente todas essas alegações ridículas que apontam Israel como o autor do envenenamento de Arafat", declarou Lior Ben Dor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o funcionário, a denúncia do canal árabe faz parte de uma "campanha bem estudada" de uma rede de televisão conhecida por sua postura "anti-israelense". Ben Dor também acusou a viúva do líder palestino, Suha Arafat , que pediu a exumação do corpo de Arafat, de fazer parte da campanha contra Israel.

"Mesmo os palestinos nem sempre confiaram em sua lealdade à causa nacional palestina", afirmou. "Onde estiveram os objetos em que supostamente foi encontrado polônio durante os últimos dez anos? Quem os manuseou? Quem e como foram transportados?", perguntou Ben Dor.

O porta-voz também questionou por que a investigação foi feita quase uma década depois da morte de Arafat e por que a Al-Jazeera não entrevistou os médicos franceses que trataram Arafat em Paris, cidade onde morreu aos 75 anos em 2004.

"Essas e outras dúvidas demonstram que isso é um circo bem orquestrado, não sabemos por quem, mas que tem o objetivo de causar ódio contra Israel. Em um momento convulso no mundo árabe , pretendem dizer às pessoas que deixem de se concentrar na Síria e não esqueçam que o inimigo continua sendo Israel", declarou.

Cinco anos da morte: Palestinos relembram morte de Arafat

Segundo o porta-voz, apesar de o laboratório suíço que assegura ter detectado polônio na roupa do líder palestino não ter acusado diretamente Israel, "deixa a questão aberta, e há pessoas na Autoridade Nacional Palestina e no mundo árabe que usam isso como uma oportunidade a mais para atacar Israel".

Após o pedido da viúva de Arafat, a ANP se mostrou disposta a exumar os restos do líder palestino. "Não há nenhuma razão política ou religiosa que impeça continuar a investigação do assunto", declarou o porta-voz da ANP, Abu Rudeina.

A investigação da Al-Jazeera se prolongou durante nove meses e foi feita nas roupas, escova de dentes e a emblemática kufiya (lenço palestino) de Arafat, onde, segundo o centro suíço, constataram-se níveis anormais de polônio, substância altamente radioativa, nos restos de sangue, suor, saliva e urina presentes nesses objetos.

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