EUA: Justiça determina fiança de US$ 1 milhão para vigia acusado de matar negro

Enquanto aguarda sentença, George Zimmerman terá de usar dispositivo eletrônico, não abrir ou manter contas bancárias, não tirar passaporte e não se dirigir ao aeroporto internacional

iG São Paulo | - Atualizada às

Um juiz da Flórida ordenou nesta quinta-feira que o ex-vigia voluntário George Zimmerman, acusado de assassinato em segundo grau pela morte do jovem negro Trayvon Martin em fevereiro, possa aguardar o julgamento em liberdade após o pagamento de uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões).

George Zimmerman:  Após ter fiança revogada, vigia se entrega 

AP
George Zimmerman (E) pouco antes de audiência (29/6)

Não se sabe se Zimmerman, 28 anos, pagará esta segunda fiança imediatamente, nem a data de sua soltura da prisão do condado de Seminole, em Sanford, centro da Flórida.

A ordem assinada pelo juiz juez Kenneth Lester estabelece que, além do pagamento de fiança, o réu deverá cumprir outras exigências, como o uso de um dispositivo eletrônico, não abrir ou manter contas bancárias, não tirar passaporte, e não se dirigir ao aeroporto internacional de Orlando. Também está proibido qualquer tipo de comunicação direta com parentes da vítima.

No início de junho, Zimmerman teve sua fiança revogada por um juiz que exigiu que ele volte à prisão em no máximo 48 horas. O juiz Kenneth Lester justificou a decisão dizendo que Zimmerman enganou o tribunal sobre suas condições financeiras quando sua fiança foi estabelecida em US$ 150 mil (cerca de R$ 305 mil). “Ele nos fez acreditar que não tinha um centavo”, afirmou o procurador Bernie De la Rionda. “Não sei que outra palavra usar para descrever além de ‘mentira’”.

A morte de Martin, 17 anos, levou a uma onda de protestos na Flórida e em outras partes do país contra a impunidade e a favor dos direitos civis. Martin voltava de uma loja de conveniência quando Zimmerman começou a segui-lo. Minutos depois, os dois começaram a brigar e o vigia sacou sua arma.

Segundo Zimmerman, o tiro foi dado em legítima defesa. Ele disse à polícia que Martin o havia atacado depois que ele havia desistido de perseguir o adolescente e estava retornando para seu veículo.

*Com AFP e AP

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