Decisão sobre entrada da Venezuela no Mercosul foi unânime, diz Argentina

Declaração é feita após chanceler do Uruguai dizer que incorporação venezuelana no bloco ocorreu após pressão do Brasil

EFE | - Atualizada às

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A Argentina disse na segunda-feira que a decisão sobre a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno foi adotada de forma unânime pelos presidentes de Argentina, Brasil e Uruguai durante a cúpula semestral do bloco, realizada na sexta-feira na cidade argentina de Mendoza.

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Presidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff, são vistas durante cúpula do Mercosul em Mendoza (29/06)

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A posição argentina coincide com a já expressada pelo Brasil, depois de o governo uruguaio ter surpreendido ao afirmar, por meio de seu chanceler, Luis Almagro, que o ingresso da Venezuela no Mercosul foi feito após pressão do Brasil .

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Segundo indicou a Chancelaria argentina em comunicado, na sexta-feira, depois de uma reunião dos presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai), foram ouvidas as posições dos chanceleres e dos assessores jurídicos dos governos do Brasil e da Argentina.

Depois disso, os líderes decidiram pela entrada da Venezuela em uma reunião a sós. "A análise dos assessores legais presentes também foi unânime ao avaliar que o ingresso da Venezuela cumpre estritamente com os tratados do Mercosul e as legislações nacionais dos países participantes", disse a Chancelaria argentina.

Segundo o comunicado oficial, a resolução aprovando a entrada "foi pactuada entre os chanceleres dos três países e os assessores jurídicos e aprovada pelos presidentes". A cerimônia de ingresso da Venezuela ocorrerá em 31 de julho, no Rio de Janeiro, com a presença dos presidentes de Argentina, Uruguai, Brasil e Venezuela, diz o comunicado.

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O ingresso da Venezuela, aprovado em 2006, estava travado pela negativa do Senado paraguaio em ratificar o protocolo correspondente. O Paraguai foi suspenso do Mercosul depois da destituição do presidente Fernando Lugo em um julgamento político realizado pelo Senado de seu país em cerca de 30 horas. 

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