Omissão com neonazistas derruba chefe da espionagem alemã

Heinz Fromm renuncia após admitir que sua agência destruiu arquivos relativos a uma célula neonazista que matou vários imigrantes entre 2000 e 2007

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O chefe do serviço de inteligência interna da Alemanha se demitiu nesta segunda-feira depois de admitir que a sua agência destruiu arquivos relativos a uma célula neonazista que matou vários imigrantes entre 2000 e 2007.

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Heinz Fromm, chefe de inteligência da Alemanha, fala ao telefone durante reunião em 18/11/2011

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Heinz Fromm deve ficar até o final do mês no cargo, que ocupava desde 2000. Parlamentares disseram que não havia indícios de que ele ordenou a destruição, afirmando que ele assumia a responsabilidade por falhas alheias que aconteceram no Departamento Federal de Proteção da Constituição.

A imprensa alemã diz que um funcionário da agência é suspeito de ter destruído os arquivos que descreviam uma operação para o recrutamento de informantes de ultradireita, no final de 2011, um dia depois de vir a público o envolvimento do chamado "Subterrâneo Nacional-Socialista" no assassinato de dez pessoas, a maioria delas de origem turca.

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O grupo passou mais de uma década agindo sem ser detectado pelo serviço de informações. Vários parlamentares pediram uma investigação sobre o caso, e Fromm, mesmo demissionário, deve depor numa CPI sobre o caso nesta semana.

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