Presidente da China elogia liberdades democráticas de Hong Kong

Líder Hu Jintao qualifica sistema do governo da ilha como a melhor solução de prosperidade e estabilidade em longo prazo

EFE | - Atualizada às

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O presidente da China, Hu Jintao, disse neste domingo que Hong Kong desfruta das maiores liberdades e direitos democráticos de toda sua história e que o princípio de um país com dois sistemas é a melhor solução para a ilha. A afirmação foi feita durante a posse do novo chefe de governo de Hong Kong, Leung Chun-ying.

No dia de posse de novo líder: Dezenas de milhares protestam em Hong Kong

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Hu Jintao (à direita) com novo chefe de governo de Hong Kong

Esse ato coincidiu com a comemoração do 15º aniversário do retorno à China da que outrora tinha sido uma colônia britânica. O presidente da China qualificou o sistema do governo da ilha como a melhor solução de prosperidade e estabilidade em longo prazo.

Hu mencionou também que há 15 anos e sob essa fórmula, o sistema político democrático em Hong Kong foi desenvolvido de maneira progressiva e ordenada.

Ele pediu ao governo de Hong Kong para concentrar sua atenção em seus cidadãos com o objetivo de eliminar as tensões sociais e fomentar a harmonia e estabilidade na antiga colônia.

Por outro lado, Hu conclamou todos os setores sociais a fomentar o amor em relação à China e a Hong Kong, trabalhando para ampliar a unidade de ambos os territórios.

Após jurar seu cargo como terceiro chefe do governo de Hong Kong, Leung prometeu dar solução aos problemas de habitação de Hong Kong, cuja escalada de preços criou um abismo entre ricos e pobres e causou grande mal-estar na população.

A cerimônia não ficou alheia aos confrontos entre manifestantes e a polícia fora do centro de convenções, onde o evento aconteceu, e dentro, já que um manifestante tentou interromper Hu no início de seu discurso, embora tenha sido expulso da sala por agentes de segurança em questão de segundos.

Com a posse, termina a visita de Hu a Hong Kong, na qual participou dos atos oficiais programados por ocasião do aniversário da transferência à China e que não esteve livre de mostras de protesto durante os três dias que durou sua breve visita, a segunda como máximo líder chinês.


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