Em comunicado, chancelaria paraguaia denunciou que a suspensão foi adotada 'sem sustento jurídico algum' e que 'não aceita' decisão tomada por países vizinhos

EFE

O governo do Paraguai disse neste sábado (30) que "não aceita" a decisão tomada pela Unasul e pelo Mercosul de suspender o país temporariamente das organização e advertiu que "avaliará, conforme seus legítimos direitos e interesses, sua continuidade" no bloco sul-americano.

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Novo presidente paraguaio, Federico Franco, protestou contra a suspensão do país da Unasul e do Mercosul
AP
Novo presidente paraguaio, Federico Franco, protestou contra a suspensão do país da Unasul e do Mercosul

Em comunicado, a chancelaria denunciou que a suspensão foi "adotada à margem das disposições" do tratado que criou a Unasul e tomada "sem sustento jurídico algum". "Nenhuma norma vigente autoriza a exclusão de um Estado membro, ou de seus representantes, das reuniões de Unasul", por isso o governo paraguaio "exige que se assinale concretamente a disposição que serviu de fundamento" para esta ação.

O presidente Federico Franco assumiu o poder no Paraguai no último dia 22, após a destituição de Fernando Lugo pelo Parlamento. O ocorrido levou a Unasul e o Mercosul a suspender o Paraguai dos dois blocos até as próximas eleições, previstas para abril de 2013.

Segundo os presidentes do Mercosul, a suspensão do Paraguai do bloco de comércio durará até que se celebrem as eleições de abril de 2013, mas sem a imposição de sanções econômicas. As medidas são uma retaliação à destituição, há uma semana, de Fernando Lugo.

O Mercosul proibiu o sucessor de Lugo, o ex-vice-presidente Federico Franco, de participar do encontro. Franco diz que a transição de poder no Paraguai foi feita de acordo com a lei e que a atual proibição de comparecer aos encontros já é punição suficiente.

A princípio, Lugo disse que compareceria à cúpula para apresentar seu caso para os líderes regionais, mas mais tarde mudou de ideia. Depois declarou-se contrário às sanções econômicas, afirmando que só prejudicariam os paraguaios comuns.

Com Agência EFE

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