Dissidente saudita deve ser removido de lista de sanções da ONU à Al-Qaeda

Saad al-Faqih, atualmente em Londres, entrou na lista em dezembro de 2004 por supostas ligações com a rede terrorista responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001

Reuters |

Reuters

Um comitê do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve remover o dissidente saudita Saad al-Faqih da lista de sanções da ONU à Al-Qaeda neste fim de semana, caso nenhum membro do conselho exija que o órgão intervenha no caso, disseram diplomatas da organização internacional neste sábado (30).

Leia mais: Taleban cancela campanha de vacinação com medo de espionagem dos EUA

Leia também: 'Primeira-dama' da Al-Qaeda elogia mulheres da Primavera Árabe

Faqih, atualmente em Londres, foi acrescentando à lista de sanções da ONU contra a Al-Qaeda em dezembro de 2004, dias após o Departamento do Tesouro dos EUA ter aplicado sanções contra ele por supostas ligações à rede terrorista, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

"A menos que alguém peça para o Conselho de Segurança analisar a questão, Saad al-Faqih sairá da lista amanhã (domingo)", disse um diplomata do conselho sob condição de anonimato. "Até agora ninguém pediu para o conselho agir."

Outros diplomatas confirmaram as observações sobre Faqih, um ex-professor de medicina em uma universidade saudita.

Leia mais: Indonésia condena militante a 20 anos de prisão por atentado em Bali

Relembre: Atirador faz reféns em banco de Toulouse, na França

Há atualmente 252 indivíduos e 69 entidades ou grupos que constam na lista de sanções da ONU à Al-Qaeda, incluindo Faqih. Todos os indivíduos na lista estão sujeitos a congelamento de ativos e proibição de viagens internacionais.

O Reino Unido, que atualmente abriga Faqih, é um dos quatro membros do conselho (de um total de 15) que apóiam a recomendação da ombudsman do comitê, Kimberly Prost, de que ele seja removido da lista negra, apesar de fortes objeções de Riad, afirmaram os diplomatas sob condição de anonimato.

Os outros países que apoiam a recomendação de Prost, disseram as fontes, são Alemanha, África do Sul e Guatemala.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG