Irã planeja instalar mísseis em navios no Estreito de Ormuz

Anúncio é feito dois dias antes de entrar em vigor embargo total ao petróleo iraniano imposto pela União Europeia em janeiro

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O Irã tem a expectativa de equipar seus navios no Estreito de Ormuz com mísseis de curto alcance em breve, disse o comandante da Guarda Revolucionária, em mais um aparente alerta ao Ocidente para que não ataque o programa nuclear iraniano.

Infográfico:  Saiba mais sobre o Estreito de Ormuz

AP
Helicóptero americano que acompanha o porta-aviões USS Abraham Lincoln paira sobre navio de patrulha iraniano durante travessia no Estreito de Ormuz (14/02)

Advertência: Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz se sofrer novas sanções

Pelo Estreito de Ormuz, que dá acesso ao Golfo Pérsico, passa 35% do petróleo transportado por via marítima no mundo. A República Islâmica já ameaçou fechar o estreito em represália se as sanções ocidentais bloquearem as exportações iranianas de petróleo.

A União Europeia planeja impor a partir de domingo um embargo total ao petróleo iraniano , e informou Teerã que outras medidas punitivas podem se seguir caso o Irã continue desafiando as ordens da ONU para restringir atividades nucleares capazes de levar ao desenvolvimento de armas atômicas .

“"Já equipamos nossos navios com mísseis de alcance de 220 quilômetros, e esperamos introduzir em breve mísseis com um alcance superior a 300 quilômetros", disse o comandante Ali Fadavi à agência semioficial de notícias Mehr.

"“Podemos atingir das nossas costas todas as áreas da região do Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e o Mar de Omã."

Em seu ponto mais próximo, o Irã está a apenas 225 quilômetros do Bahrein, sede da Quinta Frota naval dos EUA, e a cerca de 1 mil quilômetros do arqui-inimigo Israel. O míssil iraniano de maior alcance, o Sajjil-2, pode voar por até 2,4 mil quilômetros.

O Irã reafirma seu poderio na região com frequência, particularmente no Estreito de Ormuz, o canal mais importante do mundo para o transporte de petróleo.

Mas ultimamente Teerã tem feito mais questão de ostentar sua força militar, em face das advertências israelenses e americanas, que não descartam uma ação militar contra o Irã caso a diplomacia e as sanções falhem em resolver a questão nuclear.

O Irã nega as suspeitas ocidentais de que seu programa nuclear visa ao desenvolvimento de armas nucleares, e afirma que a pesquisa serve apenas para gerar eletricidade.

Em janeiro, o país anunciou um teste bem-sucedido de dois mísseis que disse ser de longo alcance. Neste mês, a Marinha iraniana anunciou planos de fabricar mais navios de guerra e de aumentar sua presença em águas internacionais, como no Golfo de Áden e no norte do Oceano Índico.

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