Candidatos mexicanos prometem respeitar resultado eleitoral

Pacto assinado na quinta-feira tem o objetivo de evitar que López Obrador, em segundo nas pesquisas, conteste resultados com protestos similares aos de 2006

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Os candidatos presidenciais mexicanos firmaram na quinta-feira um pacto no qual se comprometem a aceitar os resultados da eleição de domingo, em meio a temores de que o esquerdista Andrés Manuel López Obrador poderia não admitir sua provável derrota e comandar protestos, como fez em 2006.

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Observado por Josefina Vázquez Mota e Enrique Peña Nieta (atrás), López Obrador (abaixo, E) assina pacto se comprometendo a respeitar resultado eleitoral (28/06)

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López Obrador, que recentemente acusou seus rivais de tramarem uma fraude eleitoral, participou do evento e assinou o documento, assim como o restante dos candidatos.

O veterano ex-prefeito da Cidade do México aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, mais de dez pontos atrás de Enrique Peña Nieto , do Partido Revolucionário Institucional (PRI, centrista e de oposição). A candidata governista Josefina Vázquez Mota vem na terceira colocação.

Mas López Obrador diz ter pesquisas próprias que apontam sua liderança, e suas denúncias evocam a situação de seis anos atrás, quando ele declarou-se vencedor na votação, ignorando os resultados oficiais que deram a vitória a Felipe Calderón, do conservador Partido Ação Nacional.

Na época, ele comandou protestos com grande adesão, bloqueando durante várias semanas vias importantes da capital mexicana.

Dessa vez, no entanto, López Obrador declarou que não pensa em um conflito pós-eleitoral, e que a possibilidade de fraudes é remota por causa da fiscalização dos três partidos participantes.

O pacto de respeito aos resultados oficiais foi articulado pelo Conselho Coordenador Empresarial (CCE), com a qual López Obrador teve atritos durante a campanha anterior.

"Trata-se de uma declaração na qual os candidatos se comprometem a respeitar a legalidade no processo eleitoral (...) e acatar os resultados que a autoridade eleitoral apresentar", disse o conselheiro eleitoral Marco Antonio Baños.

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