Polícia britânica intima fundador do WikiLeaks para sua extradição

Assange não deve acatar ordem por estar abrigado há nove dias na embaixada do Equador, onde pediu asilo político para evitar ser enviado à Suécia

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A Scotland Yard anunciou que enviou uma carta nesta quinta-feira ao fundador do WikiLeaks , Julian Assange , refugiado há nove dias na Embaixada do Equador em Londres , para que se apresente à polícia para sua extradição à Suécia.

Asilo político: 'É preciso ver se há risco à vida de Assange', diz presidente do Equador

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Partidários do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, manifestam-se com placas do lado de fora de Embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado (20/06)

Refúgio: Fundador do WikiLeaks pede asilo político ao Equador

"É uma prática habitual nos casos de extradição, e é o primeiro passo do processo", disse um porta-voz da polícia no dia fixado pela Suprema Corte para o início do processo de extradição.

O porta-voz da Scotland Yard não indicou o local do encontro, mas, segundo a agência de notícias britânica Press Association, o australiano, de 40 anos, está convocado a comparecer a uma delegacia do centro da capital na sexta-feira.

Assange, de 40 anos, "segue infringindo os termos de sua liberdade condicional", acrescentou o porta-voz. "Não se apresentar seria outra violação das condições e se expõe a ser detido ."

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Enquanto continuar dentro da embaixada do Equador, no entanto, o australiano está em território diplomático e, portanto, fora do alcance das autoridades britânicas. Mas pode ser detido quando sair da missão diplomática.

O criador do WikiLeaks se refugiou em 19 de junho na embaixada equatoriana para evitar uma extradição à Suécia, país que o requer para interrogá-lo por quatro supostos crimes de agressão sexual , que nega ter cometido e pelos quais ainda não foi acusado formalmente.

Assange está à espera de uma decisão sobre seu pedido de asilo político ao Equador, cujas autoridades avaliam se é certo, como ele diz, que é vítima de uma perseguição política após o vazamento de milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, país para onde, diz, poderia terminar sendo extraditado e condenado à morte por espionagem.

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