Taleban mata 13 soldados do Paquistão; sete deles são decapitados

Militantes lançaram ataque no noroeste paquistanês após cruzar fronteira do Afeganistão, aumentando tensão entre os dois países

iG São Paulo | - Atualizada às

Militantes cruzaram para o Paquistão provenientes do Afeganistão e deixaram 13 soldados mortos, sete deles sendo decapitados, acusou o Exército paquistanês enquanto o novo primeiro-ministro do país, Raja Pervez Ashraf, disse que protestaria com o presidente afegão, Hamid Karzai.

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A violência na fronteira é um novo sinal das tensões entre os dois vizinhos. O Paquistão reclamou que militantes usam partes do Afeganistão como santuário para preparar ataques dentro do território paquistanês. Essa alegação ajuda Islamabad a conter frequentes reclamações dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que os militantes por trás de boa parte da violência no Afeganistão saem do Paquistão.

Oficiais militares paquistaneses disseram que os militantes do Afeganistão cruzaram para a região de Upper Dir, no noroeste do Paquistão, na noite de domingo e entraram em confronto com forças paquistanesas em uma patrulha. De acordo com o Exército, seis soldados foram mortos imeadiatamente. Sete desaparecidos foram decapitados, enquanto outros quatro desaparecidos não foram encontrados. Também segundo os militares, 14 militantes foram mortos. As informações não puderam ser confirmadas de forma independente.

O ataque foi protagonizado por mais de uma centena de milicianos de grupos insurgentes que chegaram desde refúgios em solo afegão e atacaram um posto de vigilância fronteiriço na zona de Sunai Dara.

Sirajuddin, porta-voz do Taleban, reivindicou o ataque e elevou para 18 o número de mortos entre as forças de segurança. Um dos fatos destacados pela imprensa e por analistas é que os insurgentes reconheceram pela primeira vez que utilizam refúgios em solo afegão, para onde fugiram após as ofensivas militares desdobradas desde 2008 no noroeste do Paquistão.

Nas últimas semanas, intensificou-se a atividade insurgente nessa zona fronteiriça, e só neste mês já houve três incidentes similares protagonizados por fundamentalistas.

*Com AP e EFE 

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