Secretário-geral da OEA acredita que diálogo com Paraguai será difícil

Para José Miguel Insulza, Congresso já fez julgamento e não houve disposição para debate em crise que destituiu Fernando Lugo em impeachment

iG São Paulo |

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira que existe no Paraguai as condições necessárias para um diálogo, mas esse não será fácil pois o Congresso já realizou o julgamento político que determinou o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo.

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Insulza em sessão extraordinária da OEA em Washington para debater situação no Paraguai (22/6)

Em entrevista à Rádio Cooperativa do Chile, Insulza ressaltou também que "não houve disposição ao diálogo" quando a delegação de chanceleres da Unasul viajou para Assunção, na sexta-feira passada, para analisar a crise política.

Apesar disse, o chileno destacou que "a situação no Paraguai está tranquila" e "felizmente não houve surtos de violência". O Conselho Permanente da OEA começa a se reunir nesta terça-feira em sessão extraordinária para analisar a crise gerada pela cassação de Lugo.

Após um conflito agrário que causou a morte de seis policiais e 11 trabalhadores rurais em 15 de junho, Lugo foi acusado de mau desempenho de suas funções e destituído do cargo.

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Insulza reiterou ainda que a OEA não tem poder para intervir no Paraguai de forma unilateral. "Podemos buscar por meio de várias medidas uma aproximação entre ambas as partes", opinou.

"Poderíamos ter atuado no caso do Paraguai se o presidente Lugo tivesse recorrido enquanto estava no cargo", explicou Insulza. "A OEA somente atua quando é solicitada. E não intervém, só atua para aproximar as partes", ressaltou.

*Com EFE

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