Bolívia tenta dar fim a motim policial enquanto indígenas marcham para La Paz

Presidente Evo Morales sofre um dos períodos de maior tensão de seu mandato e enfrenta uma série de manifestações sociais contra medidas de seu governo

iG São Paulo |

O governo da Bolívia e policiais que reivindicam melhores salários tentam resolver o violento motim policial que dura dias , em meio a um outro conflito social no país que se tornou um novo foco de preocupação para o presidente Evo Morales: uma marcha da oposição indígena.

Tensão: Policiais enfrentam partidários de Evo Morales em protestos por salários

Apesar de exibir cifras econômicas positivas, Morales, um líder indígena cocalero que denunciou uma conspiração por trás do motim, sofre um dos períodos de maior tensão de seu governo, com uma série de manifestações sociais, enquanto se aproxima de cumprir a metade de seu segundo mandato.

AP
Membros da polícia boliviana marcham por aumento salarial em La Paz

Na tarde desta terça-feira, representantes do governo e dos policiais que protestam retomaram as conversações após um recesso no diálogo que teve início na noite de segunda-feira. 

Segundo o jornal boliviano La Razón, a negociação das reivindicações salariais e administrativas dos suboficiais e policiais rebeldes foi retomada depois que a direção dos rebeldes rejeitou um acordo assinado no domingo e levou a um endurecimento dos protestos.

Caos

O motim fez com que os serviços policiais fossem paralisados em quase todo o país, situação que agravou o costumeiro caos no trânsito nas cidades e obrigou os bancos a recorrerem a seguranças particulares para permanecer abertos.

A região de La Paz onde ficam os palácios presidencial e legislativo continua tomada pelos amotinados, que gritam duros slogans contra Morales enquanto exibiam armas de fogo e armas antidistúrbios.

O motim acontece cerca de uma semana depois de um conflito entre aliados de Morales e o grupo suíço Glencore pelo controle de uma mina de estanho e zinco. O presidente resolveu a disputa nacionalizando a mina.

Além da tensão entre os policiais e o governo, o movimento social constituído por vários povos indígenas caminha há dois meses rumo a La Paz, no segundo protesto deste tipo em menos de um ano, contra o projeto de uma rodovia que atravessaria a reserva Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis).

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Os indígenas, ainda que visivelmente divididos e em menor número do que no ano passado, chegarão na segunda-feira às portas da capital política boliviana e disseram que entrarão na cidade depois de concluída a manifestação policial.

*Com Reuters

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