Agricultores e empresários brasileiros se reúnem com Federico Franco no Paraguai

Brasiguaios encaminharam documento à presidenta Dilma Rousseff pedindo que reconheça novo governo paraguaio

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Agricultores e empresários de origem brasileira se reuniram nesta terça-feira com o presidente paraguaio, Federico Franco, para mostrar apoio ao novo governo e pedir que crie políticas que promovam a paz no campo. Franco prometeu aos brasiguaios trabalhar para atender a esses pedidos, segundo informou o representante da Coordenadoria Agrícola do Paraguai, Aurio Frigueto.

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Os brasiguaios, como são chamados os brasileiros que vivem no Paraguai, também encaminharam documento à presidenta Dilma Rousseff pedindo para reconhecer o novo governo paraguaio. Esses brasileiros relataram que sofreram perseguição nos últimos anos e ficaram impedidos de trabalhar, vivendo ameaçados por carperos (sem-terra paraguaios).

De acordo com Frigueto, os agricultores disseram ainda que uma comissão de brasiguaios viaja nesta terça-feira ao Brasil para se reunir com parlamentares brasileiros e pedir que o governo brasileiro reconheça o governo de Franco.

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O coordenador disse ainda que os países da região não devem se intrometer em questões internas do Paraguai e que o governo de Franco é legal e legítimo.

Conflito

A má condução dos conflitos agrários foi um dos pontos levantados por parlamentares paraguaios como justificativa para o pedido de impeachment contra o ex-presidente Fernando Lugo .

Entre as cinco acusações, duas são ligadas a questões agrárias. Uma delas foi a de obrigar militares a se submeter às ordens de sem-terra, e a outra foi motivada pelas ações dos guerrilheiros do EPP (Exército do Povo Paraguaio), responsabilizado pelo confronto entre policiais e camponeses que causou a morte de 17 pessoas .

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As outras acusações contra Lugo foram de apoio à manifestação de jovens de esquerda no Comando de Engenharia das Forças Armadas, em 2009; falta de competência para combater atos de violência no país; e violação das leis paraguaias ao ratificar Protocolo de Ushuaia 2, que prevê intervenção externa caso a democracia esteja em perigo.

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